Manfred Goldberg, sobrevivente do Holocausto, compartilhou sua história durante a cerimônia que marcou o 80º aniversário da libertação de Auschwitz. Aos 13 anos, ele foi aconselhado a mentir sobre sua idade para escapar da morte em um campo de trabalho forçado na Letônia. “Se ele perguntar sua idade, diga que você tem 17,” foi a […]
Manfred Goldberg, sobrevivente do Holocausto, compartilhou sua história durante a cerimônia que marcou o 80º aniversário da libertação de Auschwitz. Aos 13 anos, ele foi aconselhado a mentir sobre sua idade para escapar da morte em um campo de trabalho forçado na Letônia. “Se ele perguntar sua idade, diga que você tem 17,” foi a orientação que salvou sua vida. Hoje, aos 94 anos, Goldberg se dedica a contar sua experiência, ressaltando a importância de manter viva a memória do Holocausto em um contexto de crescente negação e antissemitismo.
Nascido em Kassel, Alemanha, Manfred enfrentou a ascensão do regime nazista desde a infância. Com apenas três anos, começou a perceber as mudanças ao ingressar em uma escola primária judaica. A Juventude Hitlerista, que promovia a ideologia nazista, frequentemente atacava crianças judias. A situação se agravou quando seu pai foi ameaçado de deportação, levando sua mãe a buscar ajuda no consulado britânico, onde conheceu Frank Foley, que ajudou a salvar milhares de judeus.
Com o início da Segunda Guerra Mundial, as leis anti-judaicas se intensificaram. Manfred e sua família foram forçados a usar a estrela amarela e a enfrentar a escassez de alimentos. Em 1942, foram deportados para Riga, na Letônia, onde Manfred foi separado de seu irmão, Herman, e se tornou um número: 56478. Ele sobreviveu a várias atrocidades em campos de concentração, incluindo Stutthof, onde muitos prisioneiros morreram devido a condições desumanas.
Após a guerra, Goldberg se reuniu com seu pai na Inglaterra e construiu uma nova vida como engenheiro, casando-se e tendo quatro filhos. Por mais de 50 anos, ele evitou compartilhar sua história, mas, incentivado por sua esposa, começou a falar sobre suas experiências. “O silêncio nunca ajuda os oprimidos,” afirmou, enfatizando a importância de contar sua história para que as futuras gerações não esqueçam os horrores do passado.
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