Após 15 meses de deslocamento forçado, a família Abu Jarad retornou a Beit Lahiya, na Faixa de Gaza, em 29 de janeiro de 2025. Ne’man Abu Jarad, sua esposa Majida e três filhas enfrentaram uma jornada de 477 dias marcada por bombardeios, escassez de alimentos e abrigo em tendas. Ao chegarem, caíram de joelhos em […]
Após 15 meses de deslocamento forçado, a família Abu Jarad retornou a Beit Lahiya, na Faixa de Gaza, em 29 de janeiro de 2025. Ne’man Abu Jarad, sua esposa Majida e três filhas enfrentaram uma jornada de 477 dias marcada por bombardeios, escassez de alimentos e abrigo em tendas. Ao chegarem, caíram de joelhos em agradecimento, emocionados ao verem a casa, embora danificada.
A família, parte dos cerca de 1,8 milhão de palestinos deslocados pela guerra, havia mudado de local sete vezes, buscando segurança em meio ao conflito. Majida expressou a alegria do retorno, afirmando que “não há alegria comparável a essa”. A esperança ressurgiu com o cessar-fogo entre Israel e Hamas, que permitiu o retorno de milhares de palestinos ao norte da Gaza.
No dia do retorno, a família partiu de um acampamento às 5h, carregando suas poucas posses. Ne’man, de 49 anos, transportou sacos pesados enquanto caminhavam por cerca de 8 quilômetros até a cidade. Durante a viagem, enfrentaram dificuldades, como a falta de combustível para o transporte, mas a alegria do retorno os motivou a seguir em frente.
Ao chegarem em casa, encontraram a estrutura ainda de pé, mas em ruínas. Ne’man agradeceu a Deus ao descobrir que uma planta havia sobrevivido. Apesar da alegria do retorno, a família enfrenta desafios significativos, como a escassez de água e alimentos, e a necessidade de reconstruir suas vidas em meio à devastação.
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