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Rubens Paiva: a trajetória do ‘defensor da democracia’ e suas marcas na política brasileira

- O atestado de óbito de Rubens Paiva agora reconhece sua morte como violenta. - Paiva, deputado entre 1963 e 1964, foi um crítico do regime militar. - O filme "Ainda estou aqui" trouxe à tona a história da família Paiva. - Sua prisão e morte simbolizam a repressão política da ditadura militar. - A correção do atestado destaca a brutalidade do Estado contra dissidentes.

A frase “Defensor da liberdade e da democracia” está gravada no busto de Rubens Paiva na Câmara dos Deputados, onde atuou de fevereiro de 1963 até abril de 1964, quando ocorreu o golpe militar. Paiva, que se tornou uma das vítimas mais conhecidas da ditadura, teve sua história reavivada pelo filme “Ainda estou aqui”, de […]

A frase “Defensor da liberdade e da democracia” está gravada no busto de Rubens Paiva na Câmara dos Deputados, onde atuou de fevereiro de 1963 até abril de 1964, quando ocorreu o golpe militar. Paiva, que se tornou uma das vítimas mais conhecidas da ditadura, teve sua história reavivada pelo filme “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, que retrata o drama de sua família, especialmente de sua esposa, Eunice. Nascido em Santos, São Paulo, em 1929, Paiva se destacou na política desde jovem, participando ativamente do movimento estudantil e ingressando no Partido Socialista Brasileiro (PSB) e no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Eleito deputado federal em 1963, Paiva ganhou notoriedade ao liderar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o financiamento ilegal de campanhas. O jornalista e biógrafo Jason Tércio destaca que Paiva e Eloy Dutra foram os mais atuantes na CPI, pressionando por reformas e modernização do capitalismo brasileiro. Após o golpe, Paiva foi cassado pelo Ato Institucional número 1 e continuou a se opor ao regime, fazendo um discurso na Rádio Nacional em que criticava o apoio de autoridades ao golpe militar e convocava a população a defender a legalidade.

Mesmo sem integrar a luta armada, Paiva mantinha contato com grupos de resistência e, após ser cassado, passou um breve período no exílio na Europa. Retornou clandestinamente ao Brasil, afirmando: “Estou no Brasil e vou ficar no Brasil.” Em 20 de janeiro de 1971, foi preso por agentes do Centro de Informações da Aeronáutica (CISA) e, posteriormente, torturado e assassinado no **Doi-Codi

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