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Historiador Robert Peckham reflete sobre o medo e a liberdade na sociedade atual

- Robert Peckham, historiador britânico, reside em Bronxville, Nova York. - Participará do VIII Culture Forum em Valladolid, de 20 a 23 de fevereiro. - Discutirá como o medo molda a política atual e a necessidade de mudança social. - Destaca que o medo pode ser um catalisador para a mudança e a reflexão. - Observa que a mobilização social é crucial para enfrentar problemas globais.

Em Bronxville, um dos bairros mais exclusivos de Nova York, o historiador britânico Robert Peckham reflete sobre o papel do medo na sociedade contemporânea. Autor do livro Fear: An Alternative History of the World, Peckham participará do VIII Culture Forum em Valladolid, de 20 a 23 de fevereiro, que abordará o tema “Quem Disse Medo?”. […]

Em Bronxville, um dos bairros mais exclusivos de Nova York, o historiador britânico Robert Peckham reflete sobre o papel do medo na sociedade contemporânea. Autor do livro Fear: An Alternative History of the World, Peckham participará do VIII Culture Forum em Valladolid, de 20 a 23 de fevereiro, que abordará o tema “Quem Disse Medo?”. Ele destaca que, embora o medo tenha sido um mecanismo de proteção de valores liberais, atualmente “há mais medos do que valores”.

Peckham observa que a política atual é dominada pelo medo, com figuras como Donald Trump e Vladimir Putin alimentando essa dinâmica. Ele critica a incapacidade dos partidos de oferecer uma agenda aspiracional, focando em deslegitimar os medos alheios. Para ele, a mobilização social é crucial, especialmente em tempos de crescente radicalização, e enfatiza a necessidade de “tornar os problemas visíveis” para conscientizar a população.

O historiador também discute a relação entre medo e saúde mental, sugerindo que, apesar de estarmos em um período de prosperidade em termos de poder aquisitivo e expectativa de vida, “as pessoas estão com medo”. Ele acredita que a pandemia exacerbou essas ansiedades, transformando medos biológicos em preocupações mais amplas. Peckham defende que a arte e o cinema são ferramentas valiosas para ajudar a sociedade a lembrar e refletir sobre suas experiências.

Por fim, Peckham compartilha suas inquietações sobre a noção de lar, especialmente após sua mudança de Hong Kong para os EUA. Ele questiona o que significa realmente “pertencer” e como a tecnologia está alterando essa percepção. Ao abordar suas próprias vulnerabilidades, ele revela que seu maior medo é “perder as pessoas que amo”, uma reflexão que o ajuda a colocar a vida em perspectiva.

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