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Passageiros criticam novo sistema de venda de passagens nas barcas da Baía de Guanabara

- O consórcio Barcas Rio iniciou operações em 12 de outubro, mas usuários reclamam. - Frustrações incluem lotação excessiva e falta de ar-condicionado nas embarcações. - Mudança para bilhetes em papel gera descontentamento entre os passageiros. - Pesquisa revela que 79,2% dos moradores de Paquetá apontam atrasos como principal problema. - A tarifa do catamarã será reduzida de R$ 21 para R$ 7,70 em março, com melhorias.

Nos primeiros dias da operação do transporte aquaviário na Baía de Guanabara, sob o consórcio Barcas Rio, usuários expressaram frustração com a falta de melhorias imediatas. Na sexta-feira, a barca que saiu da Praça XV, no Centro do Rio, estava lotada, com passageiros viajando em pé. Além disso, houve críticas à mudança na venda de […]

Nos primeiros dias da operação do transporte aquaviário na Baía de Guanabara, sob o consórcio Barcas Rio, usuários expressaram frustração com a falta de melhorias imediatas. Na sexta-feira, a barca que saiu da Praça XV, no Centro do Rio, estava lotada, com passageiros viajando em pé. Além disso, houve críticas à mudança na venda de passagens, que agora são em papel, ao invés dos cartões de plástico. O técnico judiciário Winter Bastos, que utiliza o serviço diariamente, afirmou: “Nada melhorou no serviço, pelo menos não percebi nada por enquanto.”

A concessionária justificou a troca dos cartões por bilhetes em papel como uma medida para reduzir custos, mantendo opções de pagamento por cartão de crédito, débito e Riocard Mais. Mariana Rodrigues, corretora e usuária frequente, também notou que o serviço permanece igual ao da concessionária anterior, destacando a necessidade de embarcações maiores durante os horários de pico. “O trabalhador que utiliza o transporte público não precisa passar por essas situações de viajar em pé,” criticou.

Nas redes sociais, as reações foram mistas, com alguns usuários expressando esperança por melhorias, enquanto outros lamentaram a continuidade dos problemas. No primeiro dia da nova operação, houve uma manifestação da Associação de Moradores de Paquetá, que exigiu atenção para os problemas na linha Praça XV-Paquetá. Guto Pires, presidente da associação, relatou que “os atrasos continuam, assim como várias barcas sem ar refrigerado.” Uma pesquisa realizada na ilha revelou que 79,2% dos moradores consideram os atrasos o principal problema do serviço.

Por outro lado, uma boa notícia surgiu com um convênio entre o governo do estado e a prefeitura de Niterói, que reduzirá a tarifa do catamarã de R$ 21 para R$ 7,70 a partir de 6 de março, uma queda de 63%. O acordo também prevê o aumento da frota e a instalação de ar-condicionado em todas as embarcações, com expectativa de um aumento de 50% no movimento da linha devido à redução do preço do bilhete.

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