O PT decidiu retomar o processo de eleição direta para a escolha do presidente da legenda, programada para 6 de julho de 2024. Essa prática não era utilizada desde 2013 e foi aprovada em uma reunião do diretório nacional, onde a proposta de manter a escolha em congresso foi rejeitada por 61 votos a 24. […]
O PT decidiu retomar o processo de eleição direta para a escolha do presidente da legenda, programada para 6 de julho de 2024. Essa prática não era utilizada desde 2013 e foi aprovada em uma reunião do diretório nacional, onde a proposta de manter a escolha em congresso foi rejeitada por 61 votos a 24. As correntes internas de esquerda, como a Democracia Socialista e a Resistência Socialista, defendiam a manutenção do modelo anterior, mas a maioria optou pela votação direta.
Durante a mesma reunião, o partido aprovou uma mudança no estatuto que permite a reeleição de parlamentares que já tenham exercido três mandatos consecutivos. Essa alteração, que contraria a pregação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por renovação, foi aprovada por 60 votos a favor, 27 contra e cinco abstenções. A proposta, apelidada de emenda Gleide Andrade, também permite que dirigentes permaneçam em seus cargos, o que gerou discussões acaloradas entre os membros do partido.
A resistência à candidatura do ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, preferido de Lula, é significativa dentro da corrente majoritária, a Construindo um Novo Brasil (CNB). A oposição interna tem se fortalecido, especialmente após a intenção de Lula de nomear Gleisi Hoffmann para a Secretaria-Geral da Presidência, o que poderia reduzir a articulação de alternativas ao candidato. No entanto, a resistência a Edinho se manifestou até em um convite para um jantar, que foi criticado e acabou adiado.
A aprovação das eleições diretas e a mudança estatutária refletem um momento de tensão e reestruturação interna no PT, com a possibilidade de novas candidaturas emergindo em meio a disputas de poder. A definição do candidato que representará a CNB ainda está em aberto, e a dinâmica interna do partido pode influenciar o cenário político para as próximas eleições.
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