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Reciclagem de eletrônicos no Brasil atinge apenas 3,3% do total gerado em 2022

- O Brasil gerou 2,4 milhões de toneladas de e-lixo em 2022, com baixa reciclagem. - A Circoola coletou 4.318 toneladas de lixo eletrônico em 2024, promovendo reciclagem. - A Vivo expandiu aluguel de dispositivos, reforçando a circularidade e sustentabilidade. - O Monitor Global de Resíduos Eletrônicos aponta aumento de 62 milhões de toneladas globalmente. - A logística reversa é essencial, mas a educação ambiental ainda é insuficiente no Brasil.

A geração de lixo eletrônico, ou e-lixo, tem aumentado significativamente, com a produção global alcançando 62 milhões de toneladas em 2022, um crescimento de 82% em relação a 2010. O Monitor Global de Resíduos Eletrônicos, das Nações Unidas, revela que essa geração ocorre cinco vezes mais rápido do que a reciclagem, representando um risco à […]

A geração de lixo eletrônico, ou e-lixo, tem aumentado significativamente, com a produção global alcançando 62 milhões de toneladas em 2022, um crescimento de 82% em relação a 2010. O Monitor Global de Resíduos Eletrônicos, das Nações Unidas, revela que essa geração ocorre cinco vezes mais rápido do que a reciclagem, representando um risco à saúde e ao meio ambiente. O Brasil, como o maior produtor de resíduos da América do Sul, gerou 2,4 milhões de toneladas no mesmo ano, mas apenas 3,3% desse total foi reciclado formalmente.

Iniciativas como a logística reversa têm sido implementadas para mitigar a geração de e-lixo e promover o consumo consciente. Esse sistema envolve a reutilização, reciclagem e tratamento adequado dos componentes, utilizando pontos de entrega voluntária (PEVs) e campanhas de coleta domiciliar. Em 2022, foram recolhidas 8 mil toneladas de e-lixo no Brasil. Ademir Brescansin, da Green Eletron, destaca que, apesar do alto valor de muitos materiais recicláveis, o custo de extração a partir de resíduos é elevado, tornando a extração de matérias-primas virgens mais atraente para a indústria.

Alternativas como o aluguel e a revenda de aparelhos também estão em ascensão. A Vivo, por exemplo, oferece locação de notebooks e tablets, um serviço que cresceu durante a pandemia. Gabriel Domingos, da operadora, enfatiza que essa prática contribui para a sustentabilidade e a redução de custos operacionais. Além disso, a Circoola, atuando no Rio de Janeiro e região, recolhe e recicla e-lixo, com 4.318 coletas em 2024, desmontando parte do material para reciclagem e recondicionando o que ainda é utilizável.

Lucas Palazzo, da Circoola, ressalta a necessidade de educação ambiental para conscientizar a população sobre o descarte adequado de eletrônicos. Embora haja uma preocupação crescente com o meio ambiente, muitos ainda buscam apenas se livrar do lixo eletrônico, evidenciando a importância de iniciativas que promovam a responsabilidade no descarte e a valorização dos recursos recicláveis.

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