No Japão, 219 pessoas foram atacadas por ursos entre abril de 2023 e 2024, resultando em seis mortes, o maior número desde o início das estatísticas há quase duas décadas. Em resposta a esse aumento alarmante de encontros entre humanos e ursos, o Gabinete japonês aprovou um projeto de lei que permite que caçadores atirem […]
No Japão, 219 pessoas foram atacadas por ursos entre abril de 2023 e 2024, resultando em seis mortes, o maior número desde o início das estatísticas há quase duas décadas. Em resposta a esse aumento alarmante de encontros entre humanos e ursos, o Gabinete japonês aprovou um projeto de lei que permite que caçadores atirem em áreas povoadas, conforme sua própria avaliação. Essa mudança ocorre em um contexto de mudanças climáticas que afetam a alimentação e os ciclos de hibernação dos ursos, além do despovoamento causado pelo envelhecimento da população.
A nova legislação de proteção e gestão da vida selvagem introduz “tiros de emergência”, visando facilitar a atuação dos caçadores, que enfrentam dificuldades devido à burocracia. O Ministério do Meio Ambiente planeja apresentar o projeto ao parlamento nos próximos meses, com a expectativa de promulgação antes do outono, período em que os avistamentos de ursos costumam aumentar. Atualmente, a legislação proíbe disparos em áreas residenciais, e a polícia só pode autorizar tiros em situações extremas, como ataques iminentes.
Um exemplo recente da situação ocorreu em dezembro, quando um urso invadiu um supermercado no norte do Japão, ferindo um homem de 47 anos antes de ser atraído com comida. O incidente, que durou dois dias, ilustra a crescente interação entre humanos e ursos em áreas urbanas. Além disso, mais de 9.000 ursos foram mortos no Japão no ano anterior a abril de 2024, refletindo a gravidade do problema e a necessidade de medidas mais eficazes para lidar com a situação.
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