Durante o primeiro mandato de Donald Trump, sua estética e a de seu círculo próximo se destacaram por um padrão visual homogêneo, caracterizado por cabelos volumosos, maquiagem exagerada e vestidos justos. Essa estética, conhecida como “Mar-a-Lago face”, se refere a um estilo que enfatiza o uso excessivo de botox, preenchimentos faciais e um bronzeado intenso, […]
Durante o primeiro mandato de Donald Trump, sua estética e a de seu círculo próximo se destacaram por um padrão visual homogêneo, caracterizado por cabelos volumosos, maquiagem exagerada e vestidos justos. Essa estética, conhecida como “Mar-a-Lago face”, se refere a um estilo que enfatiza o uso excessivo de botox, preenchimentos faciais e um bronzeado intenso, refletindo uma busca por uma aparência idealizada. Segundo o professor Joan López Alegre, a mudança de Trump de Nova York para Mar-a-Lago, em Palm Beach, não foi apenas estética, mas também política, visando um estado mais favorável em termos eleitorais.
As redes sociais desempenharam um papel crucial na popularização dessa estética, ao mostrar comparações de antes e depois de figuras próximas a Trump, como Lara Trump e Kimberly Guilfoyle. O jornalista Julian Sancton observa que essa transformação estética é um desvio das normas tradicionais de Washington, questionando se o retorno de Trump à Casa Branca representaria uma nova era de excessos visuais. A polarização política atual, segundo o especialista Joan Callarissa, contribui para a homogeneização estética entre os apoiadores de Trump, que buscam se alinhar com a imagem de seus líderes.
A busca por essa estética também é vista como uma forma de pertencimento a um grupo, como exemplificado pela empreendedora Amanda Till, que gastou entre 50.000 e 60.000 dólares em procedimentos estéticos. A Dra. Natalia Ribé sugere que essa pressão estética, especialmente sobre as mulheres, reflete uma identidade coletiva que se distancia da “beleza indetectável” promovida por outros círculos sociais. O Dr. Carlos Gómez acrescenta que essa busca por um padrão artificial pode ser uma tentativa de se assemelhar a figuras midiáticas polêmicas.
Por fim, a mudança radical na aparência de figuras políticas, como Trump, pode ser vista como uma estratégia para se destacar em um ambiente político polarizado, onde a estética se torna uma extensão da mensagem política. Toni Aira ressalta que, embora mudanças sutis tenham sido recomendadas no passado, a atual dinâmica permite que mudanças drásticas sejam aceitas, refletindo a busca por autenticidade em um mundo onde a estética e a política estão cada vez mais entrelaçadas.
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