O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira a retirada da candidatura do chanceler Rubén Ramírez Lezcano ao cargo de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo Peña, países aliados desistiram de apoiar Lezcano, que buscou apoio do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, mas não obteve respaldo formal. Diplomatas consideravam a derrota do […]
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira a retirada da candidatura do chanceler Rubén Ramírez Lezcano ao cargo de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo Peña, países aliados desistiram de apoiar Lezcano, que buscou apoio do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, mas não obteve respaldo formal. Diplomatas consideravam a derrota do paraguaio irreversível, especialmente após o Brasil e outros países anunciarem apoio ao chanceler do Suriname, Albert Ramdin.
A candidatura de Lezcano enfrentou críticas por sua estratégia focada em Trump e na tentativa de reverter votos dos países caribenhos, o que não ocorreu. Além disso, sua campanha foi marcada por um único encontro geral com embaixadores da OEA, enquanto Ramdin manteve conversas bilaterais com representantes de diversos países. Para ser eleito, são necessários ao menos dezoito votos, e Ramdin já contava com mais de vinte apoios, enquanto Lezcano tinha apenas o respaldo da Argentina e do Panamá.
Desde o anúncio da candidatura, o governo paraguaio cometeu erros diplomáticos que contribuíram para o fracasso da campanha. A articulação entre Brasil, Colômbia, Bolívia, Chile e Uruguai, especialmente após a posse do novo presidente uruguaio, Yamandú Orsi, foi crucial para a união regional contra Lezcano. A candidatura foi considerada mal vista, pois foi anunciada na Assembleia Geral da OEA em Assunção, algo raro e inusitado.
Além disso, o Paraguai recuou em sua aprovação do orçamento da OEA para 2025, o que gerou descontentamento. A falta de apoio dos EUA, que cortou ajuda a programas da OEA, também impactou negativamente a candidatura. A percepção nos corredores da OEA é que Lezcano poderia ter tido chances melhores se não tivesse se alinhado tanto a Trump, pois os países caribenhos mantiveram sua unidade, buscando pela primeira vez um representante da região no comando da organização.
Entre na conversa da comunidade