Os alvos da investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) por uma suposta tentativa de golpe de Estado apresentaram nomes de testemunhas que podem ser ouvidas caso a denúncia seja aceita. Entre os indicados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ministros do governo, além de […]
Os alvos da investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) por uma suposta tentativa de golpe de Estado apresentaram nomes de testemunhas que podem ser ouvidas caso a denúncia seja aceita. Entre os indicados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ministros do governo, além de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes. A aceitação das testemunhas indicadas dependerá da decisão de Moraes, relator do caso.
A PGR também sugeriu testemunhas, incluindo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e ex-comandantes das Forças Armadas, como Marco Antônio Freire Gomes e Carlos de Almeida Baptista Junior. O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma lista que inclui os mesmos ex-comandantes, que relataram à Polícia Federal uma reunião onde Bolsonaro teria sugerido reverter o resultado da eleição. Além disso, Bolsonaro indicou outros nomes, como o senador Hamilton Mourão e três ex-ministros.
A defesa do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, preso na operação Contragolpe, solicitou que Lula e os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes sejam ouvidos como testemunhas. A defesa argumenta que a oitiva de Moraes é “absolutamente necessária”, dado que seu nome foi mencionado 43 vezes na acusação. Eles também pedem a oitiva de Dino, por sua atuação como ministro da Justiça durante os eventos de 8 de janeiro.
O ex-assessor presidencial Marcelo Câmara se destacou ao indicar 32 testemunhas, incluindo a ex-vice-procuradora-geral Lindôra Araújo e o delegado da Polícia Federal Fabio Schor, responsável pela investigação que resultou na denúncia. A defesa de Bezerra também solicitou que outros militares, como o general Marco Edson Gonçalves Dias, sejam ouvidos para esclarecer os procedimentos de segurança pública adotados no dia dos eventos investigados.
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