Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a revista The Economist divulgou seu índice anual de teto de vidro, que analisa as condições de trabalho para mulheres em 29 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os países foram classificados com base em dez critérios, e os Estados Unidos ficaram na 19ª posição, […]
Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a revista The Economist divulgou seu índice anual de teto de vidro, que analisa as condições de trabalho para mulheres em 29 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os países foram classificados com base em dez critérios, e os Estados Unidos ficaram na 19ª posição, não conseguindo entrar no top 10. Lizzy Peet, pesquisadora de dados da The Economist, comentou que isso não é surpreendente, já que os EUA geralmente ficam abaixo da média da OCDE em todas as medidas analisadas. Ela destacou que a falta de licença parental obrigatória é uma das razões para a baixa classificação dos EUA, sendo o único país da OCDE sem essa política.
Em contraste, vários países nórdicos, como Finlândia, Dinamarca, Noruega, Suécia e Islândia, se destacaram no índice, com a Suécia ocupando o primeiro lugar, após dois anos de liderança da Islândia. O relatório revelou que, em 2024, as mulheres na Suécia ganhavam 7,3% a menos que os homens, um valor inferior à média da OCDE de 11,4%. Além disso, 66,6% das mulheres em idade ativa estavam empregadas, em comparação com 81% dos homens, enquanto na Suécia esse número ultrapassa 82%. A proporção de mulheres em cargos de gestão na Suécia é de 43,7%, a melhor do índice, e 37,7% ocupam assentos em conselhos.
A Suécia é reconhecida como pioneira em igualdade de gênero, nunca tendo ficado fora do top 10 do relatório do Fórum Econômico Mundial desde 2006. Em 2023, as mulheres suecas recebiam em média 90% dos salários dos homens. A Islândia, que ficou em segundo lugar, viu a porcentagem de mulheres em cargos de gestão cair de 39,6% para 36,8%, o que impactou sua classificação. Peet enfatizou que tanto a Suécia quanto a Islândia estão na vanguarda da igualdade de gênero, mas a Suécia teve resultados ligeiramente melhores em algumas das medidas analisadas.
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