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Desigualdade salarial persiste: mulheres ganham 20,9% a menos que homens no Brasil

Relatório de Transparência Salarial revela que mulheres ganham 20,9% menos que homens. Desigualdade persiste, apesar de avanços na inclusão.

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O terceiro relatório sobre salários e igualdade, divulgado pelo Ministério do Trabalho, mostra que as mulheres ganham, em média, 20,9% menos que os homens. Os dados são de 2024 e incluem informações de mais de 53 mil empresas com pelo menos 100 funcionários, analisando 19 milhões de vínculos de trabalho. Comparado aos relatórios anteriores, a diferença salarial aumentou, passando de 19,4% e 20,7%.

Os homens recebem, em média, R$ 4.745,53, enquanto as mulheres ganham R$ 3.755,01. Para mulheres negras, a situação é ainda pior, com um salário médio de R$ 2.864,39, enquanto homens negros ganham R$ 3.647,97. Apesar de mais mulheres negras estarem no mercado de trabalho, o número de empresas com até 10% de mulheres negras caiu de 21.680 para 20.452.

O relatório também mostra que aumentou o número de lugares onde a diferença salarial entre homens e mulheres é de, no máximo, 5%. Mulheres em cargos de liderança recebem apenas 73,2% do que os homens ganham, e aquelas com ensino superior recebem 68,5%. Uma nova lei, sancionada em julho de 2023, exige que empresas com mais de 100 funcionários adotem medidas para garantir igualdade salarial, como transparência nos salários e programas de inclusão. Estados como Acre e São Paulo têm as menores desigualdades salariais.

O terceiro Relatório de Transparência Salarial e Igualdade, divulgado pelo Ministério do Trabalho, revela que as mulheres recebem, em média, 20,9% a menos que os homens. Os dados, oriundos do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) de 2024, abrangem 53.014 estabelecimentos com cem ou mais empregados e analisam 19 milhões de vínculos. Em comparação com os relatórios anteriores, a diferença salarial aumentou, passando de 19,4% e 20,7% nos anos anteriores.

Os salários médios mostram que os homens ganham R$ 4.745,53, enquanto as mulheres recebem R$ 3.755,01. Para mulheres negras, o cenário é ainda mais desafiador, com um salário médio de R$ 2.864,39, em contraste com R$ 3.647,97 para homens negros. Apesar do aumento na participação de mulheres negras no mercado de trabalho, que subiu de 3,2 milhões para 3,8 milhões, a desigualdade salarial persiste.

O relatório também indica uma redução no número de estabelecimentos com até 10% de mulheres negras, caindo de 21.680 para 20.452. Além disso, houve um aumento nos locais onde a diferença salarial entre gêneros é de, no máximo, 5%. As mulheres em cargos de direção e gerência recebem apenas 73,2% do salário dos homens, enquanto as profissionais com nível superior recebem 68,5%.

A lei sancionada em julho de 2023 estabelece que empresas com mais de 100 empregados devem implementar medidas para garantir a igualdade salarial. Essas medidas incluem a transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia e programas de diversidade e inclusão, além de incentivar a capacitação de mulheres. Estados como Acre, Santa Catarina e São Paulo apresentam as menores desigualdades salariais.

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