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Remanescentes de 36 ancestrais indígenas são devolvidos à Austrália em cerimônia histórica

### Repatriação de ancestrais indígenas marca avanço na recuperação cultural A recente devolução de 36 ancestrais indígenas à Austrália, incluindo seis corpos para comunidades de Queensland, destaca um movimento crescente por justiça histórica. Com isso, o total de repatriações chega a 1.775, refletindo um compromisso com a reparação cultural e espiritual. A cerimônia no Museu de História Natural de Londres foi um momento significativo, onde representantes das comunidades enfatizaram a importância de restaurar laços com seus antepassados.

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Trinta e seis ancestrais indígenas foram devolvidos à Austrália, com seis corpos retornando a comunidades de Queensland, como Woppaburra e Warrgamay, em uma cerimônia no Museu de História Natural de Londres. O governo australiano cuidará dos outros restos até que seus custodianos tradicionais sejam encontrados. Esses restos foram coletados por cientistas e exploradores após a colonização britânica no século XVIII e acabaram em museus e coleções ao redor do mundo. Nos últimos anos, preocupações éticas sobre a exibição de restos humanos têm levado a um aumento nas repatriações. Thomas Holden, da comunidade Warrgamay, disse que a remoção dos ancestrais foi um desrespeito que quebrou laços espirituais com a terra. Esta é a quarta repatriação feita pelo Museu, que fez pesquisas para identificar a origem dos restos. Com essa devolução, o total de ancestrais indígenas retornados à Austrália chega a 1.775. O governo australiano também está conversando com outras instituições no Reino Unido para devolver mais restos. Keron Murray, da comunidade Wuthathi, afirmou que a repatriação é importante para curar feridas do passado. Wayne Blair, representante dos Woppaburra, destacou que a devolução é sobre trazer os ancestrais de volta às suas famílias.

Os restos de trinta e seis ancestrais indígenas foram repatriados para a Austrália, marcando mais um passo na devolução de corpos retirados de suas terras tradicionais. Seis desses corpos foram devolvidos a comunidades de Queensland, incluindo Woppaburra, Warrgamay, Wuthathi e Yadhaighana, durante uma cerimônia no Museu de História Natural de Londres. O governo australiano ficará responsável pelos outros restos até que seus custodianos tradicionais sejam identificados.

Historicamente, os restos de indígenas australianos foram coletados por cientistas e exploradores após a colonização britânica no século XVIII, resultando em sua preservação em museus e coleções ao redor do mundo. Nos últimos anos, crescentes preocupações éticas sobre a coleta e exibição de restos humanos têm impulsionado esforços para a repatriação. Segundo Thomas Holden, representante da comunidade Warrgamay, a remoção dos ancestrais foi um ato de desrespeito que rompeu conexões espirituais e culturais com a terra.

Esta repatriação é a quarta realizada pelo Museu de História Natural, que conduziu pesquisas detalhadas para identificar a origem dos restos. Com essa devolução, o total de ancestrais indígenas retornados à Austrália chega a mil setecentos e setenta e cinco. O governo australiano também está em diálogo com outras instituições no Reino Unido para facilitar a devolução de mais restos.

Keron Murray, representante da comunidade Wuthathi, destacou que a repatriação é um passo essencial para curar as feridas do passado e restaurar o equilíbrio espiritual e cultural. Wayne Blair, ator e cineasta que representou os Woppaburra, enfatizou que a devolução não é apenas sobre ciência, mas sobre trazer os ancestrais de volta às suas famílias e descendentes.

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