Cientistas descobriram que os cangurus gigantes, como o Protemnodon, se extinguiram por causa de mudanças climáticas que transformaram florestas tropicais em desertos. A pesquisa, publicada na revista PLOS One, mostra que esses animais, que pesavam até 170 quilos e viveram na Austrália há cerca de cinco milhões de anos, enfrentaram dificuldades quando o clima se tornou mais seco e instável há cerca de 300 mil anos. Os pesquisadores usaram novas técnicas para analisar fósseis antigos, comparando substâncias químicas de dentes e rochas, o que ajudou a entender os hábitos alimentares e os deslocamentos dos cangurus. Eles descobriram que esses animais preferiam ficar perto de casa durante esse período crítico, o que pode ter contribuído para sua extinção. Algumas espécies de cangurus gigantes sobreviveram em outras partes da Austrália e em Papua-Nova Guiné, com as últimas populações conhecidas até cerca de 40 mil anos atrás. O cientista Anthony Dosseto destacou que essas novas técnicas permitem uma análise mais detalhada da extinção da megafauna australiana.
Cientistas revelaram que os cangurus gigantes, como o Protemnodon, extinguiram-se devido a uma “turbulência climática” que transformou florestas tropicais em desertos. A pesquisa foi publicada na revista PLOS One nesta quinta-feira.
Os cangurus, que pesavam até 170 quilos, habitaram a Austrália há cerca de cinco milhões de anos. A equipe de pesquisa utilizou novas técnicas para analisar fósseis antigos, comparando substâncias químicas de dentes fossilizados e rochas. Essa abordagem permitiu entender os hábitos alimentares e os deslocamentos dos animais.
O cientista Scott Hocknull, do Museu de Queensland, comparou a técnica a “rastreador GPS” de épocas passadas. Os pesquisadores descobriram que os cangurus gigantes viviam em florestas tropicais exuberantes, mas começaram a enfrentar dificuldades quando o clima se tornou “cada vez mais seco e instável” há cerca de 300 mil anos.
A pesquisa sugere que a preferência dos cangurus em permanecer perto de casa durante esse período crítico pode ter contribuído para sua extinção. Espécies de cangurus gigantes sobreviveram em outras regiões da Austrália e em Papua-Nova Guiné, com as últimas populações conhecidas até cerca de 40 mil anos atrás.
O cientista Anthony Dosseto, do Laboratório de Geocronologia de Isotópicos de Wollongong, destacou que as novas técnicas permitem uma análise mais detalhada da extinção da megafauna australiana. Ele afirmou que isso possibilita a construção de cenários de extinção mais precisos, abordando o tema de forma individual e específica.
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