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Destruição do Museu Nacional do Sudão revela tragédia cultural em meio ao conflito

Museu Nacional do Sudão é alvo de saques e destruição, refletindo a devastação cultural em meio ao conflito que já deixou milhões de deslocados.

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O Sudão está passando por um momento muito difícil desde o início do conflito em 2023, que já causou a morte de cerca de 150 mil pessoas e o deslocamento de quase 13 milhões. O Museu Nacional do Sudão, que é um importante símbolo cultural, foi gravemente danificado e saqueado, resultando na destruição de muitos artefatos históricos. Durante o controle das Forças de Apoio Rápido em Khartum, itens valiosos, como estátuas e pinturas, foram levados ou destruídos. A diretora de museus, Ikhlas Abdel Latif Ahmed, disse que isso representa uma perda da identidade e da história do país. O museu, que antes atraía visitantes, agora está em ruínas, com muitos objetos desaparecidos, incluindo um colar de ouro antigo. A UNESCO já alertou sobre a ameaça à cultura no Sudão e pediu que os comerciantes não lidem com itens saqueados. O governo sudanês planeja buscar ajuda da Interpol e da UNESCO para tentar recuperar os objetos perdidos, mas isso será uma tarefa difícil. Especialistas afirmam que esses ataques às instituições culturais são parte de um plano para destruir a história do Sudão, que tem mais de sete mil anos. Apesar da destruição, a diretora Ahmed e outros estão determinados a restaurar o museu e recuperar as coleções, mantendo a esperança de que conseguirão reconstruir tudo de forma ainda melhor.

O Sudão enfrenta um cenário devastador desde o início do conflito em 2023, que resultou na morte de cerca de 150 mil pessoas e no deslocamento de quase 13 milhões. O Museu Nacional do Sudão, um importante símbolo cultural, foi severamente danificado e saqueado, refletindo um ataque à identidade nacional.

Artefatos históricos, incluindo estátuas e pinturas, foram destruídos ou levados durante o controle das Forças de Apoio Rápido (RSF) em Khartum. A diretora de museus da Corporação Nacional de Antiguidades e Museus do Sudão, Ikhlas Abdel Latif Ahmed, afirmou: “Eles destruíram nossa identidade e nossa história.” O museu, que antes atraía turistas e estudantes, agora apresenta um cenário de destruição, com vidros quebrados e vestígios de saques.

A situação é alarmante, com relatos de que milhares de artefatos foram vendidos, possivelmente para os Emirados Árabes Unidos. Ahmed destacou que o local possuía um cofre para coleções valiosas, que foi violado. Entre os itens desaparecidos está um colar de ouro da pirâmide do rei Talakhamani, datado do século V a.C. A diretora enfatizou que “não há valor para os artefatos do museu, é mais caro do que você pode imaginar.”

A UNESCO já alertou sobre a “ameaça à cultura” no Sudão e pediu que os comerciantes de arte não importem ou exportem itens saqueados. O governo sudanês planeja contatar a Interpol e a UNESCO para tentar recuperar os itens perdidos, mas a tarefa parece difícil e perigosa.

Analistas afirmam que os ataques às instituições culturais são parte de uma estratégia deliberada para destruir a identidade histórica do Sudão. Amgad Farid, do think-tank Fikra, criticou as ações da RSF, afirmando que representam um ataque malicioso ao patrimônio cultural que abrange mais de sete mil anos de história.

A diretora Ahmed e outros estão determinados a restaurar o Museu Nacional e recuperar as coleções. “Inshallah, conseguiremos trazer tudo de volta e reconstruir mais bonito do que antes,” disse ela, refletindo a esperança em meio à devastação.

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