O Cardeal Álvaro Ramazzini, que participa pela primeira vez do conclave para escolher o novo papa, enfatiza a importância de continuar a defesa dos migrantes e a necessidade de reformas na Igreja. Ele acredita que o próximo papa deve manter o foco em ajudar os migrantes, que muitas vezes enfrentam situações perigosas e exploração. Ramazzini, que tem um histórico de trabalho com comunidades vulneráveis na Guatemala, destaca que a Igreja não deve abandonar a luta por justiça social e paz, uma missão que começou com o Concílio Vaticano II e foi ampliada pelo Papa Francisco. Ele confia que o novo líder da Igreja dará continuidade a essas prioridades e também promoverá a inclusão de mais mulheres em cargos de liderança. Ramazzini se sente tranquilo em sua participação no conclave, acreditando que a orientação divina guiará a escolha do novo papa.
Cardeais da Igreja Católica se preparam para o conclave que elegerá o sucessor do Papa Francisco, com foco em temas como justiça social e direitos dos migrantes. O Cardeal Álvaro Ramazzini, que participa do conclave pela primeira vez, enfatiza a importância de continuar a defesa dos migrantes e a necessidade de reformas na Igreja.
Ramazzini, que atua na Guatemala, destaca que a missão de acolher e proteger os migrantes deve ser uma prioridade. Ele afirma que a Igreja não pode perder de vista o caminho iniciado por Francisco, que sempre defendeu os direitos dos mais vulneráveis. “É um dever de consciência para os cardeais”, disse Ramazzini, ressaltando a necessidade de apoio e proteção aos migrantes.
O cardeal também mencionou os desafios enfrentados pelos migrantes, que muitas vezes são forçados a percorrer rotas controladas por cartéis, onde enfrentam extorsão e tráfico. Ele defende que a Igreja deve oferecer ajuda humanitária e pressionar por uma reforma abrangente da imigração. “Ainda não conseguimos isso”, lamentou, referindo-se a tentativas frustradas de reforma nos Estados Unidos.
Reformas e Inclusão
Ramazzini acredita que o próximo papa deve dar continuidade às reformas iniciadas por Francisco, incluindo a inclusão de mais mulheres em posições de liderança na Igreja. Ele expressou confiança de que a nova liderança manterá a linha de continuidade em relação à justiça social e à paz, temas que ganharam destaque após o Concílio Vaticano II.
O cardeal, que tem enfrentado ameaças de violência em sua missão, afirmou que a espiritualidade deve estar ligada à ação social. “Não se pode ter verdadeira espiritualidade sem colocar o Evangelho em prática”, afirmou. Ele se sente tranquilo em sua participação no conclave, confiando que a orientação divina guiará os cardeais na escolha do novo líder da Igreja.
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