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Beatriz Guillén e Mónica González conquistam prêmio por reportagens sobre mulheres na prisão

Jornalistas recebem o prêmio Breach Valdez por reportagens impactantes sobre direitos humanos, revelando realidades ocultas no México.

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Beatriz Guillén e Mónica González ficaram em segundo lugar no prêmio Breach Valdez de Jornalismo e Direitos Humanos com um reportagem sobre suicídios em uma prisão feminina no México. O júri elogiou o trabalho por sua solidez, que inclui dados e testemunhos, e destacou a importância de mostrar as violências enfrentadas por mulheres encarceradas. O reportagem retrata a morte de onze mulheres em nove meses na única prisão federal feminina do país. Elas receberão um prêmio de 8.000 euros e mentorias para um projeto de pesquisa na Universidade Iberoamericana. O primeiro lugar foi para Rocío Gallegos e outras, pela investigação de um incêndio em um centro migratório em Ciudad Juárez, que resultou na morte de 40 migrantes. O prêmio homenageia os jornalistas Miroslava Breach e Javier Valdez, assassinados em 2017, e seus familiares lembraram a importância de seu legado no jornalismo.

O prêmio Breach Valdez de Jornalismo e Direitos Humanos reconheceu, na sua sétima edição, o trabalho de jornalistas que abordam questões de direitos humanos. A premiação homenageia a memória de Miroslava Breach e Javier Valdez, assassinados em 2017.

Beatriz Guillén e Mónica González conquistaram o segundo lugar com o reportaje *Tragédia na prisão de mulheres: assim estourou a onda de suicídios no Cefereso 16*. O júri destacou a solidez do trabalho, que apresenta dados, documentos e testemunhos sobre as violências enfrentadas por mulheres encarceradas. O reportaje retrata a morte de onze internas em nove meses na única prisão federal feminina do México, localizada no Estado de Morelos.

As vencedoras receberão um prêmio de 8 mil euros da Delegação da União Europeia no México, além de bolsas de estudo para mentorias na Universidade Iberoamericana. O primeiro lugar na categoria de Direitos Humanos foi para Rocío Gallegos, Blanca Carmona e Gabriela Minjares, pela investigação *A eles não lhes vamos abrir…*, sobre um incêndio em um centro migratório em Ciudad Juárez, que resultou na morte de quarenta migrantes.

Mencões Especiais

O júri, composto por especialistas, analisou oitenta e dois trabalhos na categoria. Além dos vencedores, foram concedidas três menções especiais a reportagens que abordam temas como a memória de Ayotzinapa e a violência contra jovens no México. Na categoria de Direitos da Criança e Adolescência, Alberto Pradilla foi premiado por *Deportação infantil: o muro mexicano*, com fotos de Paul Ramírez.

Durante a cerimônia, familiares de Miroslava e Javier lembraram a importância do prêmio como parte do legado deixado por eles no jornalismo. A premiação reafirma a luta pela verdade e justiça em um contexto de crescente violência contra jornalistas no México.

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