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Estorninos soberbos sobrevivem em sabana africana com criações cooperativas e ajuda mútua

Estudo revela que estorninos soberbos praticam cría cooperativa entre não parentes, destacando o papel vital dos imigrantes na sobrevivência da espécie.

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Os estorninos soberbos, aves que vivem na sabana africana, enfrentam condições climáticas difíceis que ameaçam sua sobrevivência. Um estudo recente, que analisou 20 anos de observações, revelou que a criação de filhotes acontece de forma cooperativa entre aves que não são parentes. A maioria dos ajudantes são imigrantes de outros grupos, e essa ajuda é essencial para a manutenção das populações. Os estorninos se revezam entre cuidar dos filhotes e reproduzir, com até 73% mudando de papel ao longo das temporadas. Essa dinâmica de ajuda mútua é rara entre animais e ajuda a estabilizar as comunidades em ambientes hostis. O estudo também mostrou que as relações de ajuda não são sempre baseadas em laços familiares, o que desafia a ideia de que a ajuda ocorre apenas entre parentes. A pesquisa destaca a importância dos imigrantes para a sobrevivência das populações de estorninos, que precisam dessa troca para evitar a extinção.

Os estorninos soberbos (Lamprotornis superbus), aves da sabana africana, enfrentam condições climáticas severas que ameaçam sua sobrevivência. Um estudo publicado na revista *Nature*, após 20 anos de observações, revela que a criação cooperativa entre esses pássaros é crucial para a manutenção das populações. A pesquisa mostra que a ajuda na criação de filhotes ocorre entre indivíduos não relacionados, destacando o papel dos imigrantes.

Durante as temporadas de reprodução, apenas uma pequena parte das aves, cerca de sete casais, se reproduz, enquanto até 17 indivíduos por casal atuam como ajudantes, fornecendo alimento e proteção aos filhotes. O ornitólogo da Universidade de Columbia, Dustin Rubenstein, explica que as condições climáticas na região são imprevisíveis, o que torna a reprodução baixa e irregular. Sem a ajuda de imigrantes, as populações de estorninos poderiam se desintegrar.

Os pesquisadores identificaram que tanto machos quanto fêmeas de grupos externos participam da criação cooperativa. Essa dinâmica de ajuda mútua é rara entre espécies não relacionadas e é essencial para a sobrevivência em ambientes hostis. Após algumas temporadas ajudando, os imigrantes podem se tornar reprodutores, recebendo assistência dos residentes.

Além disso, o aumento do tamanho do grupo, proporcionado pela inclusão de imigrantes, melhora as chances de sobrevivência de todos os membros. A reciprocidade nas relações de ajuda, mesmo entre indivíduos do mesmo sexo, sugere que esses pássaros formam laços sociais ao longo do tempo. A bióloga Irene García Ruiz destaca que a cría cooperativa entre os estorninos pode ser comparada a comportamentos observados em humanos e outras espécies sociais.

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