Um novo estudo revelou que os ancestrais do Tiranossauro rex chegaram à América do Norte ao atravessar uma ponte de terra da Ásia há 70 milhões de anos. Pesquisadores da University College London usaram modelos matemáticos para entender a evolução do T. rex, que parece estar mais relacionado a dinossauros asiáticos, como o Tarbosaurus, do que a predadores norte-americanos. O estudo também descobriu que o crescimento do T. rex estava ligado a períodos de resfriamento global, indicando que esses dinossauros se adaptavam melhor a climas mais frios. Além disso, a extinção de outros grandes carnívoros na época permitiu que os tiranossauros dominassem o topo da cadeia alimentar. Ao final da era dos dinossauros, o T. rex poderia pesar até 9 toneladas, comparável a um grande elefante africano. Os pesquisadores acreditam que novas descobertas de fósseis na Ásia podem surgir, ajudando a entender melhor a história do T. rex.
A origem do Tiranossauro rex ganhou novos contornos com um estudo da University College London (UCL). Os pesquisadores afirmam que os ancestrais do T. rex cruzaram uma ponte de terra entre a Ásia e a América do Norte há 70 milhões de anos. Essa descoberta sugere que o T. rex estava mais próximo de dinossauros asiáticos, como o Tarbosaurus, do que de predadores norte-americanos.
Para elaborar a árvore genealógica do T. rex, a equipe utilizou modelos matemáticos que integraram dados fósseis e informações sobre as condições climáticas da época. Os pesquisadores destacam que a modelagem permite atualizações com novas descobertas, como fósseis ainda não encontrados na Ásia.
Outra revelação importante do estudo é que o crescimento acelerado do T. rex estava associado a períodos de resfriamento global. Isso indica que a espécie se adaptava melhor a climas mais frios. Durante esses períodos, os carcharodontosaurídeos, concorrentes carnívoros, foram extintos, permitindo que os tiranossauros dominassem a cadeia alimentar.
Os T. rex poderiam atingir até 9 toneladas, comparáveis a um elefante africano grande ou um tanque leve. O coautor do estudo, Charlie Scherer, afirmou que as descobertas ajudam a entender como os maiores tiranossauros surgiram na América do Norte e do Sul durante o Cretáceo. O paleontólogo Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, ressaltou que até os dinossauros mais dominantes foram impactados pelo clima, permitindo que os tiranossauros crescessem em tamanho em períodos mais frios.
O estudo foi publicado na revista Royal Society Open Science.
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