Mais de 50 associações e empresas apresentaram um plano ao governo para reduzir em até 68% as emissões de gases do efeito estufa no setor de transportes até 2050. Essa iniciativa, chamada Coalização para a Descarbonização dos Transportes, pode atrair R$ 600 bilhões em investimentos verdes. Atualmente, o setor é responsável por 11% das emissões do Brasil, o que equivale a 260 milhões de toneladas de gás carbônico por ano. O plano sugere aumentar a frota de veículos elétricos e híbridos, melhorar o transporte ferroviário e hidroviário, e ampliar o uso de biocombustíveis. A estimativa é que a eletrificação dos veículos possa reduzir 145 milhões de toneladas de emissões, enquanto o aumento do transporte ferroviário pode evitar 65 milhões de toneladas. O uso de biocombustíveis também é visto como uma solução para reduzir 45 milhões de toneladas. Além disso, o plano inclui ações para tornar as cidades mais sustentáveis, como incentivar o uso de transportes coletivos e bicicletas. A proposta foi apresentada durante um seminário que visa preparar o Brasil para a COP30, que acontecerá em Belém em novembro.
Mais de 50 associações, empresas e acadêmicos apresentaram ao governo um plano com 90 ações para reduzir em até 68% as emissões de gases do efeito estufa no setor de transportes até 2050. A iniciativa, chamada de Coalização para a Descarbonização dos Transportes, pode atrair R$ 600 bilhões em investimentos verdes.
Atualmente, o setor de transportes é responsável por 11% das emissões nacionais, totalizando 260 milhões de toneladas de gás carbônico por ano. A redução proposta equivale ao plantio de 5,86 bilhões de árvores ou à retirada de 26,7 milhões de veículos de passeio. O documento foi apresentado durante o Ciclo de Seminários Brasil Rumo à COP 30, promovido pela Editora Globo e outras instituições.
O embaixador e presidente da COP30, André Corrêa do Lago, destacou que o plano demonstra o compromisso do Brasil com a transição para uma economia de baixo carbono. Ele afirmou que o documento é um instrumento de política externa, mostrando que o Brasil tem soluções para apresentar ao mundo.
Eixos do Plano
O plano se baseia em três eixos principais:
1. Aumento da frota de veículos elétricos e híbridos.
2. Rebalanceamento da matriz de transporte, priorizando modais ferroviários e hidroviários.
3. Ampliação do uso de biocombustíveis.
A estimativa é que a eletrificação da frota pode reduzir 145 milhões de toneladas de gases do efeito estufa, necessitando de R$ 40 bilhões para a instalação de até 1,9 milhão de pontos de recarga. O rebalanceamento da matriz de transportes pode evitar 65 milhões de toneladas de emissões, com um investimento de R$ 270 bilhões.
Além disso, o uso de biocombustíveis pode reduzir 45 milhões de toneladas de emissões, com a demanda prevista para aumentar de 30 bilhões para 55 bilhões de litros até 2050. O plano também inclui propostas para a descarbonização do meio urbano, como o incentivo a modais sustentáveis e a melhoria da eficiência energética.
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