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Censo revela que centenas de pessoas sem lar vivem nas terminais do aeroporto de Barajas

Censo revela que até 400 pessoas sem-teto pernoitam no aeroporto de Barajas, em Madrid, sem ações efetivas das autoridades.

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Um novo censo revelou que entre 300 e 400 pessoas sem-teto dormem no aeroporto de Barajas, em Madrid. Essas pessoas enfrentam situações de vulnerabilidade extrema e não há registros de solicitantes de asilo entre elas. Apesar de o censo ter sido apresentado às autoridades municipais e governamentais, ainda não houve ações efetivas para resolver o problema. Dois jornalistas entrevistaram mais de 20 pessoas que vivem no aeroporto e descobriram que muitas delas têm problemas de saúde mental, estão desempregadas e não conseguem acesso a albergues. Entre os entrevistados, ninguém se identificou como solicitante de asilo, contrariando a afirmação do prefeito de Madrid. As histórias revelam a luta diária dessas pessoas, que buscam abrigo e apoio, mas enfrentam dificuldades para conseguir ajuda.

Entre 300 e 400 pessoas sem-teto pernoitam no aeroporto de Barajas, em Madrid. Um censo realizado pela entidade Mesa de la Hospitalidad, em parceria com Cáritas, revelou a gravidade da situação. O relatório foi apresentado a autoridades municipais e governamentais, que ainda não tomaram medidas efetivas.

Os dados do censo mostram que, além da vulnerabilidade extrema, não há registros significativos de solicitantes de asilo entre os sem-teto. O presidente da AENA, Maurici Lucena, afirmou que o número de solicitantes é “inexistente ou muito, muito pequeno”. O prefeito de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, mencionou a presença de solicitantes de asilo para cobrar ações do governo central.

Relatos de pessoas em situação de rua revelam dificuldades. Rosa V., de 67 anos, perdeu sua casa após conflitos familiares e não conseguiu vaga em albergues. Ela frequenta comedores sociais e não teve contato com equipes de assistência do município. Josué, de 36 anos, sugere que Rosa enfrenta problemas de saúde mental, mas ela nega, afirmando que o que precisa é de um teto.

Paulina, de 60 anos, vive na Terminal 1 após deixar um emprego abusivo. Ela relata que, após uma breve acolhida pelo Samur Social, foi forçada a sair e agora busca abrigo. Teresa Andrade, de 54 anos, perdeu seu emprego e, sem renda, acabou na rua. Ela enfrenta problemas de saúde e não recebeu ajuda das autoridades no aeroporto.

A situação no aeroporto de Barajas é alarmante. Marcelo Montoya, que vive no local há três anos, teme por sua saúde, tendo sofrido múltiplos problemas cardíacos. Ele gostaria de um abrigo, mas se sente desencorajado pelas respostas negativas que recebe. A falta de ação das autoridades agrava a crise humanitária no aeroporto, onde muitos buscam apenas um lugar seguro para dormir.

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