Na 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC, realizada em Pequim, foi aprovada a Declaração de Beijing e um Plano de Ação Conjunto com mais de cem projetos de cooperação entre a China e os países da América Latina e Caribe. O evento contou com a presença de líderes de vários países, incluindo os presidentes do Brasil, Colômbia e Chile. O presidente chinês, Xi Jinping, anunciou cinco programas principais focados em solidariedade, desenvolvimento, civilização, paz e conectividade. A China também se comprometeu a oferecer 20 medidas de apoio à região, como aumentar a importação de produtos latino-americanos e disponibilizar bolsas de estudo. A cooperação entre a China e a América Latina busca fortalecer laços e promover um desenvolvimento conjunto, destacando a importância de uma parceria que beneficie ambas as partes.
No dia 13 de maio, a 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC ocorreu em Pequim, reunindo líderes de países da América Latina e Caribe (ALC) para discutir o fortalecimento da cooperação. O evento teve como tema “planificar juntos para o desenvolvimento e a revitalização”, destacando a importância de formar uma comunidade com futuro compartilhado entre a China e a ALC.
Durante a cúpula, o presidente da China, Xi Jinping, anunciou a aprovação da Declaração de Beijing e do Plano de Ação Conjunto para o período de 2025 a 2027. O plano inclui mais de cem projetos de cooperação e 20 medidas de apoio da China à ALC. Participaram do encontro os presidentes Gustavo Petro (Colômbia), Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Gabriel Boric (Chile) e a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, Dilma Rousseff, além de representantes de 28 países e seis organizações internacionais.
Projetos e Iniciativas
O encontro resultou no lançamento de cinco programas principais: Solidariedade, Desenvolvimento, Civilização, Paz e Conectividade entre Povos. A China se comprometeu a convidar anualmente 300 representantes partidários da ALC para intercâmbios de experiências de governança. A cooperação se concentrará em áreas como infraestrutura, agricultura, energia, mineração, energias limpas, 5G, economia digital e inteligência artificial.
Além disso, a China ampliará a importação de produtos da ALC e oferecerá linhas de crédito em yuan. A Iniciativa Global de Civilização incluirá diálogos culturais e cooperação em arqueologia e preservação patrimonial. A segurança também será abordada, com iniciativas em prevenção de desastres, cibersegurança, antiterrorismo, anticorrupção e combate às drogas.
Oportunidades de Educação e Mobilidade
A China disponibilizará 3.500 bolsas de estudo e 10 mil vagas para capacitação. Serão implementados 300 projetos de pequena escala com alto impacto social e iniciativas como os Institutos Luban para educação profissional. A política de isenção de visto para cidadãos do Brasil e outros quatro países da ALC visa impulsionar a mobilidade e as relações bilaterais.
O presidente Lula enfatizou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e a rejeição ao protecionismo, destacando a importância da união entre as nações do Sul Global. A cooperação entre a China e a ALC é vista como um passo significativo para enfrentar desafios globais e promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
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