Moises Samán, um fotógrafo peruano de 51 anos, ganhou recentemente dois prêmios Pulitzer de fotografia. Um prêmio foi pela sua cobertura da guerra na Síria, logo após a queda do ditador Bachar El Asad, para a revista The New Yorker. O outro foi em reconhecimento ao trabalho em equipe do The New York Times na cobertura da guerra no Sudão. Samán, que cresceu em Lima e se mudou para Barcelona e depois para os Estados Unidos, começou sua carreira de forma inesperada, se inscrevendo em sociologia e se interessando por fotografia ao ver imagens da guerra dos Balcãs. Ele já trabalhou em muitos conflitos, como os do Afeganistão e do Iraque, e é membro da agência Magnum. Em uma entrevista, ele expressou que ganhar os prêmios é emocionante, mas também desconfortável, pois gostaria que o valor dado às suas fotos fosse refletido nas vidas das pessoas que fotografou. Ao retornar à Síria, ele encontrou um país marcado pela guerra e pela incerteza. Samán busca retratar a dignidade das pessoas e a complexidade dos conflitos, evitando a visão simplista de vítimas e algozes. Ele acredita que uma boa foto deve provocar uma reação emocional e conectar o espectador à história por trás da imagem.
Moises Samán, fotógrafo peruano, conquistou dois prêmios Pulitzer de fotografia em maio de dois mil e vinte e cinco. Os prêmios foram recebidos pela sua cobertura da guerra na Síria e no Sudão, destacando a dignidade das pessoas afetadas por esses conflitos.
Samán, de cinquenta e um anos, recebeu um prêmio na categoria de Fotografia Destacada pela sua cobertura da Síria, publicada na revista The New Yorker. O segundo prêmio foi concedido em Cobertura Internacional, como parte da equipe do The New York Times que reportou sobre a guerra no Sudão. Em uma videoconferência a partir de sua residência na Jordânia, ele expressou que a premiação é profunda e comovente, mas também incômoda, pois as vidas retratadas nas imagens merecem mais atenção.
O fotógrafo chegou à Síria dois dias após a queda do regime de Bachar El Asad. Ele encontrou um país exausto, marcado pela resignação e dignidade. Para Samán, o fim da ditadura não trouxe felicidade, mas sim uma nova incerteza sobre o futuro das pessoas. Ele sentiu a necessidade de retornar ao país, onde havia coberto o conflito desde seus primeiros dias, como uma forma de fechar um ciclo em sua carreira.
A Estética da Dor
Samán busca retratar a complexidade dos conflitos, evitando a redução das pessoas à condição de vítimas. Ele procura transmitir a ambiguidade visual, capturando a ausência e o sofrimento. Uma de suas imagens impactantes mostra uma parede de prisão com marcas de dedos, representando histórias de pessoas que não se sabe se estão vivas. Outra foto marcante retrata um ex-prisioneiro revivendo suas torturas, enquanto seu pai observa.
Para Samán, uma boa foto é aquela que provoca interação e exige uma segunda olhada. Ele acredita que a fotografia deve humanizar situações desumanas, buscando elementos que conectem o espectador à realidade retratada. O fotógrafo enfatiza a importância de manter a dignidade das pessoas em situações de conflito, contando suas histórias com a complexidade que merecem.
Entre na conversa da comunidade