Um estudo da Coppe/UFRJ mostra que mais de 60% dos visitantes do Parque Bondinho Pão de Açúcar chegam de carro, enfrentando dificuldades para estacionar. O levantamento entrevistou 2.800 pessoas e revelou que 12,6% vão de carro próprio, com 41% levando mais de 15 minutos para encontrar uma vaga. O transporte por aplicativo é o mais usado, com 39%, enquanto apenas 3,1% utilizam ônibus. A pesquisa aponta que a baixa oferta de transporte coletivo e o aumento do tempo entre os ônibus desestimulam seu uso. Além disso, a falta de vagas se deve à alta ocupação por moradores da Urca e turistas de outras atrações. O estudo sugere ações para melhorar a mobilidade na região, especialmente com o aumento esperado no tráfego nos próximos anos.
Um estudo da Coppe/UFRJ revela que mais de 60% dos visitantes do Parque Bondinho Pão de Açúcar chegam de carro, enfrentando dificuldades para estacionar na região da Urca. A pesquisa, coordenada pelo professor Glaydston Ribeiro, entrevistou 2.800 pessoas para entender os padrões de deslocamento e sugerir melhorias na mobilidade local.
Os dados mostram que 12,6% dos entrevistados utilizam carro próprio, e 41% deles levam mais de 15 minutos para encontrar uma vaga. Apenas 42,8% conseguem estacionar na Urca; os demais precisam buscar espaço em áreas mais distantes, como a Praia Vermelha. O transporte por aplicativo é a principal forma de acesso, com 39% dos visitantes, seguido por táxis, que representam 11%. O uso de ônibus é baixo, com apenas 3,1% dos visitantes optando por essa alternativa.
Desafios do Transporte Coletivo
Os pesquisadores apontam que a baixa utilização do transporte coletivo se deve à redução das linhas aos fins de semana e ao aumento do intervalo entre os veículos, que subiu 33%. Apesar do intenso movimento de veículos, o estudo indica que o bondinho não é o principal responsável pelos congestionamentos. A saturação das vagas é atribuída à alta ocupação por moradores da Urca sem garagem e turistas que visitam outras atrações.
Além disso, 20,7% dos visitantes utilizam vans de turismo, que também contribuem para a pressão sobre o espaço urbano. Diante desse cenário, o estudo propõe um conjunto de ações para melhorar a mobilidade na Urca de forma sustentável, especialmente considerando a projeção de crescimento do tráfego local entre 1,7% e 5,3% nos próximos cinco anos.
Entre na conversa da comunidade