O BNDES anunciou investimentos de R$ 40 milhões para proteger a biodiversidade em ilhas oceânicas do Brasil, parte do projeto BNDES Azul. Esse projeto visa restaurar habitats de aves marinhas e combater espécies invasoras que ameaçam os ninhos. Instituições sem fins lucrativos podem se inscrever com projetos a partir de R$ 5 milhões, com o BNDES financiando até 50% das propostas. Além disso, o banco aumentou a linha de crédito BNDES Corais em R$ 43 milhões para a recuperação de recifes, já tendo destinado R$ 45 milhões na fase anterior. O presidente do BNDES destacou a importância dos recifes para a vida marinha e o desenvolvimento sustentável. O BNDES também firmou um contrato de R$ 12 milhões para estudos de Planejamento Espacial Marítimo na costa sudeste do Brasil, que inclui os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O objetivo é mapear o litoral brasileiro até 2030, seguindo compromissos internacionais.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta segunda-feira (2), investimentos de R$ 40 milhões para a preservação da biodiversidade em ilhas oceânicas do Brasil. A iniciativa faz parte do projeto BNDES Azul, que visa restaurar e proteger habitats reprodutivos de aves marinhas. A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou a importância de combater espécies invasoras que ameaçam os ninhos das aves.
Além disso, o BNDES ampliou a linha de crédito BNDES Corais em R$ 43 milhões para projetos de recuperação de recifes em várias regiões do país. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou que os recifes são ecossistemas vitais e que o banco busca melhorar a qualidade da água e combater a pesca predatória.
O BNDES também firmou um contrato de R$ 12 milhões para estudos de Planejamento Espacial Marítimo (PEM) na costa sudeste, abrangendo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O objetivo é mapear o litoral brasileiro, conforme compromisso assumido pelo Brasil na Conferência da ONU para os Oceanos, em 2017. Tereza Campello ressaltou a necessidade de entender os recursos e riscos dos territórios marinhos.
Os PEMs já estão sendo realizados nas regiões Sul e Nordeste, e um consórcio foi anunciado para a costa norte, que inclui o Maranhão e Amapá. A exploração petrolífera na região gera preocupações entre ambientalistas, que temem impactos na vida selvagem local. Tereza Campello reafirmou que o mapeamento é uma obrigação do Brasil frente aos organismos internacionais.
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