Claudia Sheinbaum completou um ano como presidente do México, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo no país e a oitava na América Latina. Sua eleição foi facilitada por mudanças na Constituição que promovem a igualdade de gênero. Atualmente, 67% dos mexicanos aprovam seu governo, um índice superior ao de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador. Especialistas destacam que, apesar de sua vitória, a política mexicana ainda é dominada por homens, e as mulheres enfrentam desafios significativos para serem eleitas. Sheinbaum se destacou por sua formação acadêmica e experiência política, além de ter uma imagem limpa em seus primeiros meses de mandato. Sua abordagem em relação à violência contra a mulher também foi vista como um ponto positivo. No entanto, a situação de outras mulheres na política, como Luisa González no Equador, mostra que o sucesso de Sheinbaum não é facilmente replicável. Embora tenha havido avanços na representação feminina no México, ainda há muito a ser feito para garantir que as mulheres ocupem mais espaços de poder.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, completou um ano de mandato na segunda-feira (2), tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo no país e a oitava na América Latina. Sua eleição foi impulsionada por emendas à Constituição que garantiram a paridade de gênero na política.
Atualmente, Sheinbaum mantém uma aprovação de 67% entre os mexicanos, superando os índices de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador (AMLO). Especialistas destacam que, apesar do apoio popular, a hegemonia masculina ainda predomina na política mexicana, com a maioria das aspirações presidenciais femininas dependendo do “patrocínio” masculino.
A vitória de Sheinbaum foi atribuída ao capital político de AMLO e ao apoio do partido Morena. A pesquisadora Georgina Cárdenas Acosta afirma que a escolha de Sheinbaum foi influenciada pela força do partido e pela necessidade da oposição de indicar uma mulher como candidata, no caso, Xóchitl Gálvez.
Desafios da Representação Feminina
Embora Sheinbaum tenha avançado na paridade de gênero, a violência contra a mulher ainda é uma questão crítica no México, com relatos de feminicídios diários. A especialista Cárdenas Acosta ressalta que a vitória não reflete uma diminuição da discriminação contra as mulheres.
O perfil político de Sheinbaum, que combina formação acadêmica e experiência política, também contribuiu para sua popularidade. A pesquisa da AtlasIntel revela que sua imagem permanece intacta, o que pode estar relacionado à sua abordagem nas relações com os Estados Unidos, especialmente em relação a tarifas impostas por Donald Trump.
O Papel de **Sheinbaum** na Política Regional
A cientista política Manuel Camilo González destaca que, apesar do apoio de AMLO, Sheinbaum conseguiu estabelecer sua própria agenda, incluindo a questão da violência contra a mulher. Essa abordagem diferenciada pode servir como modelo para outras mulheres na política latino-americana.
Entretanto, a situação no Equador contrasta com a do México. A candidata Luisa González não conseguiu replicar o sucesso de Sheinbaum, apesar de contar com apoio político significativo. A falta de uma figura feminina marcante na memória do eleitorado equatoriano é apontada como um dos fatores que dificultaram sua eleição.
Cárdenas Acosta acredita que Sheinbaum pode inspirar outras nações a eleger mulheres para cargos executivos, mas ressalta que ainda há muito a ser feito para garantir a verdadeira paridade de gênero na política.
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