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A descoberta do crânio de um simio gigante marca o início da lenda de King Kong

A etimologia de "Troglodytes gorilla" revela conexões entre ciência e literatura, exploradas no novo livro de Albert Sánchez Piñol.

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Thomas Staughton Savage, um missionário e naturalista americano, descobriu em 1847 um crânio e ossos de um simio gigante em Gabão e enviou os desenhos para Richard Owen, um anatomista em Londres. No entanto, esses restos não foram exibidos no museu londinense. Savage, ao voltar para os Estados Unidos, publicou a primeira descrição da nova espécie, chamada Troglodytes gorilla, junto com Jeffries Wyman. O nome vem de uma palavra grega, gorillai, que foi usada por um navegante cartaginês, Hannón, para descrever seres peludos que encontrou em uma ilha na costa da África. O livro “Las tinieblas del corazón” de Albert Sánchez Piñol explora essa etimologia e também discute a origem do termo “pigmeo”, que vem da mitologia grega, onde Homero descreveu criaturas pequenas em guerra contra grullas. O termo “Pygmé” era uma unidade de medida de cerca de 34 centímetros, que acabou se tornando o nome de um grupo étnico, mostrando como ciência e literatura se entrelaçam ao longo da história.

Em abril de mil oitocentos e quarenta e sete, o naturalista e missionário Thomas Staughton Savage confirmou a existência de um simio gigante na região de Gabão. Ele enviou desenhos de um crânio e ossos para Richard Owen, anatomista do Museu Hunterian, em Londres. No entanto, esses materiais nunca foram exibidos.

O livro “Las tinieblas del corazón”, de Albert Sánchez Piñol, aborda a etimologia do nome Troglodytes gorilla, revelando conexões entre ciência e literatura. O termo foi inspirado na palavra grega gorillai, mencionada por Hannón, um navegante cartaginês do século VI a.C., que descreveu seres peludos em uma ilha da costa africana.

Após o retorno de Savage aos Estados Unidos, ele, junto ao anatomista Jeffries Wyman, publicou a primeira descrição da nova espécie, nomeando-a Troglodytes gorilla. Esse evento ocorreu em dezembro de mil oitocentos e quarenta e sete, antes da publicação de obras como “A Origem das Espécies” de Darwin e “Moby Dick” de Herman Melville.

Conexões Literárias

Sánchez Piñol também explora a origem do termo “pigmeu”, que remete a criaturas mencionadas por Homero na Ilíada. O termo Pygmé era uma unidade de medida de aproximadamente trinta e quatro centímetros, que acabou sendo adotada para designar um grupo étnico. Essa confusão histórica ilustra como a ciência e a literatura se entrelaçam.

O autor utiliza essas narrativas para conduzir o leitor por uma jornada que culmina em um consultório dentário, onde uma calavera de simio gigante se destaca. A obra de Sánchez Piñol oferece uma reflexão sobre a intersecção entre conhecimento científico e mitologia, revelando a complexidade das nomenclaturas e suas implicações culturais.

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