Santos Juliá e José-Carlos Mainer, historiadores da geração pós-Guerra Civil, têm suas contribuições reeditadas em novas obras. “La Edad de Plata”, de Mainer, e a antologia “Nunca son inocentes las palabras”, de Juliá, abordam transformações culturais e políticas na Espanha. Ambos os historiadores, educados em um contexto opressivo, encontraram espaços críticos para discutir liberdade e […]
Santos Juliá e José-Carlos Mainer, historiadores da geração pós-Guerra Civil, têm suas contribuições reeditadas em novas obras. “La Edad de Plata”, de Mainer, e a antologia “Nunca son inocentes las palabras”, de Juliá, abordam transformações culturais e políticas na Espanha.
Ambos os historiadores, educados em um contexto opressivo, encontraram espaços críticos para discutir liberdade e democracia. Eles se conheceram em coloquios organizados por Tuñón de Lara em Pau, a partir de mil novecentos e setenta. Esses encontros foram fundamentais para o desenvolvimento de suas ideias e metodologias.
Mainer publicou, em mil novecentos e setenta e cinco, um ensaio que se tornou referência sobre a criação cultural do início do século XX na Espanha, intitulado “Idade de Plata”. Juliá, por sua vez, traduziu obras de marxistas anglosaxões e, em mil novecentos e setenta e sete, lançou uma pesquisa sobre a esquerda do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) entre mil novecentos e trinta e cinco e mil novecentos e trinta e seis.
Novas Publicações
A nova edição de “La Edad de Plata” foi ampliada e contextualizada por Jordi Gracia e Domingo Ródenas, que destacam sua importância ao longo de cinquenta anos. Mainer, aos trinta anos, documentou a transformação cultural da Espanha, marcada por inovações e desigualdades sociais.
A obra “Nunca son inocentes las palabras” reúne textos de Juliá, que analisou a transição política da Espanha contemporânea. Com mais de oitocentas mil palavras publicadas no jornal El País, seus escritos oferecem uma visão detalhada das mudanças sociais e políticas no país.
Essas publicações reafirmam a relevância de Juliá e Mainer na historiografia espanhola, destacando suas contribuições para a compreensão da história social e cultural da Espanha.
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