A Prefeitura de São Paulo iniciou a construção de jardineiras na rua Amaral Gurgel, sob o Minhocão, com a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O projeto inclui a instalação de bancos e pontos de aluguel de bicicletas, em oposição às propostas do vice-prefeito Mello Araújo (PL), que sugeriu a criação de vagas de estacionamento […]
A Prefeitura de São Paulo iniciou a construção de jardineiras na rua Amaral Gurgel, sob o Minhocão, com a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O projeto inclui a instalação de bancos e pontos de aluguel de bicicletas, em oposição às propostas do vice-prefeito Mello Araújo (PL), que sugeriu a criação de vagas de estacionamento na área.
A administração municipal desmentiu a proposta de Araújo, afirmando que não há planos para novos bolsões de estacionamento sob o Minhocão. A intervenção, que se inspira em projetos semelhantes na China, visa transformar o espaço em uma área mais verde e acessível. O trecho em questão abrange as ruas General Jardim e Marquês de Itu, com planos de expansão até o Largo do Arouche e a rua da Consolação.
Detalhes do Projeto
O projeto inclui a instalação de plantas trepadeiras nas paredes e pilastras do Minhocão, atualmente cobertas por grafites. A gestão Nunes enfatiza que a requalificação prioriza soluções baseadas na natureza. A Secretaria das Subprefeituras lidera a ação, que inicialmente focará entre as ruas Santa Isabel e Cunha Horta, onde serão criadas floreiras e jardins de chuva, aumentando a área permeável da região.
Enquanto isso, Araújo defende que sua proposta de estacionamento foi aprovada pela população e que pretende expandi-la, intercalando as vagas com jardineiras. No entanto, a gestão Nunes reitera que não há intenção de criar novos bolsões de estacionamento, considerando que isso comprometeria a fluidez do trânsito e a segurança dos ônibus na via.
Controvérsias e Ações Judiciais
A divergência entre Nunes e Araújo gerou controvérsia, levando vereadores como Nabil Bonduki (PT) e Renata Falzoni (PSB) a acionarem a Justiça contra as vagas de estacionamento existentes. Eles argumentam que a medida prioriza o uso de automóveis, desrespeitando o atual Plano Diretor de São Paulo e dificultando a circulação de ciclistas na área. A ação ainda aguarda análise judicial.
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