Mariana Rios, funcionária de uma loja de roupas, foi demitida por usar diminutivos ao atender clientes. O caso, ocorrido recentemente, levanta questões sobre a dificuldade de ser autêntico no ambiente corporativo e a falta de liderança que desenvolva talentos. Mariana utilizava expressões como “essa blusinha ficou linda em você”, demonstrando empatia e leveza. Apesar de […]
Mariana Rios, funcionária de uma loja de roupas, foi demitida por usar diminutivos ao atender clientes. O caso, ocorrido recentemente, levanta questões sobre a dificuldade de ser autêntico no ambiente corporativo e a falta de liderança que desenvolva talentos.
Mariana utilizava expressões como “essa blusinha ficou linda em você”, demonstrando empatia e leveza. Apesar de seu atendimento acolhedor, que muitas empresas buscam, ela foi dispensada. O executivo de Recursos Humanos, Marcos Tonin, afirma que a obsessão por eficiência pode sufocar a individualidade. Para ele, o problema não está na linguagem, mas na liderança que não orienta nem desenvolve.
Tonin destaca que a gerente que demitiu Mariana representa um perfil comum nas empresas, que apenas exige resultados. “É fácil cobrar postura. Difícil é ensinar”, afirma. Segundo ele, um direcionamento adequado poderia ter ajustado a linguagem da funcionária sem perder sua essência. Essa situação evidencia a falta de maturidade emocional em muitas lideranças.
O episódio também reflete a resistência à verdadeira diversidade nas empresas. A empatia e o afeto, considerados traços informais, são, na verdade, essenciais para impactar positivamente o cliente. “Empatia não é detalhe — é diferencial”, conclui Tonin. O desligamento de Mariana serve como um alerta: ao punir a autenticidade, as empresas perdem funcionários, clientes e seu maior diferencial competitivo.
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