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Marlene Vieira critica a falta de apoio à liderança feminina na sociedade

Marlene Vieira destaca desafios enfrentados por mulheres na gastronomia e a busca por liberdade criativa em sua trajetória de sucesso.

A chef Marlene Vieira, no restaurante Marlene, em Lisboa, que recebeu uma estrela Michelin este ano. (Foto: JOAO HENRIQUES / EL PAÍS)
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  • Marlene Vieira, chef portuguesa, conquistou a primeira estrela Michelin para uma mulher em Portugal em 30 anos com seu restaurante Marlene, inaugurado em Lisboa em 2022.
  • A chef, que também recebeu dois sóis da Guía Repsol, compartilha sua trajetória marcada por desafios, incluindo a aversão à comida na infância e dificuldades na escola de hotelaria.
  • Marlene critica a disciplina excessiva na gastronomia, que pode sufocar talentos, e destaca a falta de reconhecimento para mulheres na área.
  • Ela enfrentou o dilema entre maternidade e carreira, buscando liberdade criativa ao abrir seus restaurantes, priorizando a sustentabilidade financeira.
  • A chef também aponta a má qualidade de pratos em muitos restaurantes, especialmente o arroz, e acredita que a gastronomia portuguesa precisa de mais diversidade e controle na cocção.

Marlene Vieira, chef portuguesa, conquistou a primeira estrela Michelin para uma mulher em Portugal em 30 anos com seu restaurante Marlene, fundado em Lisboa em 2022. A chef, que também recebeu dois sóis da Guía Repsol, compartilha sua trajetória marcada por desafios e superações.

Desde a infância, Marlene enfrentou uma aversão à comida, que mudou ao descobrir sabores intensos, como o do queijo roquefort. Sua experiência na escola de hotelaria foi difícil, marcada por um ambiente rígido e abusivo. Ela critica a disciplina excessiva, que pode sufocar talentos na gastronomia. Para Marlene, a verdadeira exigência deve ser equilibrada, sem abusos físicos ou psicológicos.

A chef destaca que a falta de reconhecimento para mulheres na gastronomia é um reflexo da sociedade. Com apenas dez das 46 estrelas Michelin em Portugal atribuídas a chefs proprietárias, Marlene acredita que a discriminação começa na escolha dos líderes de cozinha. Ela observa que muitas mulheres desistem devido à pressão e à crítica constante.

Marlene, que é mãe, enfrentou o dilema entre a maternidade e a carreira. Ao abrir seus restaurantes, buscou a liberdade criativa que lhe permitisse cozinhar sem imposições. A estrela Michelin, embora uma conquista, não era seu objetivo inicial; sua prioridade sempre foi a sustentabilidade financeira de seus estabelecimentos.

A chef também critica a qualidade da comida em muitos restaurantes, especialmente o arroz, que é frequentemente mal preparado. Para ela, a gastronomia portuguesa possui produtos de alta qualidade, mas carece de diversidade e controle na cocção. Marlene acredita que a experiência de comer é profundamente emocional, evocando memórias e sentimentos, o que torna a gastronomia uma arte única.

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