- O Theatro Municipal de São Paulo apresenta até 27 de agosto uma double bill com as óperas “Le Villi”, de Giacomo Puccini, e “Friedenstag”, de Richard Strauss.
- A temporada lírica, que começou com encenações criticadas, agora traz a estreia latino-americana de “Friedenstag”.
- A direção de André Heller-Lopes conecta as duas obras, embora a crítica considere essa relação forçada.
- O elenco inclui a soprano Gabriella Pace como Anna em “Le Villi” e a soprano Eiko Senda como Maria em “Friedenstag”.
- A regência da Orquestra Sinfônica Municipal é de Priscila Bonfim, que apresenta um desempenho satisfatório.
O Theatro Municipal de São Paulo apresenta, até o dia 27 de agosto, uma double bill com as óperas “Le Villi”, de Giacomo Puccini, e “Friedenstag”, de Richard Strauss. A temporada lírica, que começou com encenações criticadas, agora traz uma proposta mais sólida, destacando a estreia latino-americana de “Friedenstag”.
As duas obras, embora distintas em temática, foram conectadas pela direção de André Heller-Lopes, que ambientou “Le Villi” nos primeiros anos do século 20. A encenação busca criar um diálogo entre os títulos, mas a crítica aponta que essa relação é forçada. “Le Villi”, que trata de espíritos vingativos de noivas mortas, perde seu misticismo ao ser deslocada para um cenário industrial.
O elenco conta com a soprano Gabriella Pace, que interpreta Anna em “Le Villi”, e a soprano japonesa Eiko Senda, que dá vida a Maria em “Friedenstag”. A performance do barítono Leonardo Neiva, no papel do Comandante, também se destaca. A regência da Orquestra Sinfônica Municipal está a cargo de Priscila Bonfim, que apresenta um desempenho satisfatório.
“Friedenstag”, escrita em um contexto complexo durante o nazismo, aborda a busca pela paz em meio à Guerra dos Trinta Anos. A obra é pouco encenada na Europa, o que torna sua apresentação em São Paulo um evento significativo. Apesar das críticas à conexão entre as óperas, a qualidade vocal e a produção são elogiadas, trazendo um novo fôlego à temporada do Municipal.
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