- Maria Augusta Rodrigues, renomada carnavalesca, faleceu aos 83 anos no dia 11 de agosto, interrompendo seus planos de criar o Instituto Maria Augusta Rodrigues (Imar).
- O instituto tinha como objetivo preservar seu acervo sobre o carnaval carioca, que inclui desenhos, troféus e fantasias.
- Amigos e familiares buscam garantir a preservação do material, que está guardado em centenas de caixas em seu apartamento no Flamengo.
- A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) demonstrou interesse em catalogar o acervo, que contém mais de dois mil desenhos, com cerca de 40% já digitalizados.
- A herança de Maria Augusta será dividida entre sete primos, que pretendem seguir seus planos de preservação do acervo, considerado um patrimônio da memória do carnaval.
Maria Augusta Rodrigues, uma das mais respeitadas carnavalescas do Brasil, faleceu aos 83 anos no último dia 11, interrompendo seus planos de criar o Instituto Maria Augusta Rodrigues (Imar). O instituto visava preservar seu acervo sobre o carnaval carioca, que inclui desenhos, troféus e fantasias. Amigos e familiares agora buscam garantir que esse material, guardado em centenas de caixas em seu apartamento no Flamengo, seja preservado.
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) manifestou interesse em catalogar o acervo, que contém mais de dois mil desenhos, com cerca de 40% já digitalizados. Entre os itens, estão croquis de fantasias icônicas, como as da Ala das Damas do Salgueiro, de 1971, e da ala Futebol da União da Ilha, de 1977. O empresário e jornalista Bruno Chateaubriand, amigo de Maria Augusta, destacou a importância do material para a memória do carnaval, afirmando que ela foi uma das maiores pesquisadoras de escolas de samba.
A herança de Maria Augusta será dividida entre sete primos, que já demonstraram interesse em preservar o acervo. O primo Marcelo Cordeiro de Mello, inventariante, acredita que todos concordarão em seguir os planos da carnavalesca. O historiador Eduardo Gonçalves, que trabalhou na digitalização do material, ressaltou que o acervo é um patrimônio da memória do carnaval, com peças que ajudam a contar a história da maior festa popular do Rio de Janeiro.
Maria Augusta foi uma pioneira no carnaval, criando enredos campeões em escolas como Salgueiro e União da Ilha. Sua trajetória é marcada por contribuições significativas em um ambiente predominantemente masculino, e seu legado continua a inspirar novas gerações de criadores.
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