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Verão trágico nos Alpes italianos registra 83 mortes em apenas um mês

Aumento de mortes nos Alpes italianos alerta para a falta de preparo entre turistas em trilhas e a necessidade urgente de conscientização

Membros do CNSAS realizando um resgate com o apoio do helicóptero. (Foto: Cuerpo nacional de Rescate Alpino y Espeleológico)
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  • Entre junho e julho de 2024, 83 pessoas morreram nos Alpes italianos, um aumento de 20% em relação à média histórica.
  • A maioria dos acidentes envolveu senderistas despreparados, segundo o Corpo Nacional de Resgate Alpino e Espeleológico (CNSAS).
  • No total, 466 mortes foram registradas em 2024, com 44,3% das fatalidades sendo de praticantes de trilhas.
  • As quedas e resbalões foram responsáveis por 43,2% dos acidentes, seguidos por exaustão e problemas de saúde.
  • A maioria das vítimas era italiana, com 80,4% dos falecidos sendo homens entre 50 e 60 anos, e 91,4% não eram federados. As autoridades pedem maior conscientização e formação para prevenir acidentes.

Entre junho e julho de 2024, 83 pessoas perderam a vida nos Alpes italianos, um aumento de 20% em relação à média histórica. A maioria dos acidentes ocorreu com senderistas despreparados, segundo o CNSAS (Corpo Nacional de Resgate Alpino e Espeleológico).

O período de calor atraiu um grande número de turistas às montanhas, mas a falta de preparo tem gerado tragédias. Entre os 466 mortos registrados em 2024, 44,3% eram praticantes de trilhas, enquanto 14% eram esquiadores. Os acidentes mais comuns foram quedas e resbalões, responsáveis por 43,2% das fatalidades, seguidos por exaustão e problemas de saúde.

Santi Padrós, alpinista e guia de alta montanha, destaca que o clima favorável incentivou muitos a se aventurarem sem a devida preparação. Ele observa que muitos ignoram os riscos, como caminhar em glaciares sem segurança. O responsável pelo socorro alpino expressou preocupação com a crescente insensatez nas montanhas, afirmando que nunca viu tantas mortes em um único mês.

Perfil das Vítimas

A análise do CNSAS revela que 80,4% dos falecidos eram italianos, com a maioria homens entre 50 e 60 anos. Além disso, 91,4% não eram federados, o que indica uma falta de treinamento adequado. As autoridades pedem uma maior conscientização e formação para reduzir os riscos e os acidentes nas trilhas.

Os resgates têm pressionado o sistema, que se aproxima de seu limite. As chamadas de emergência incluem pessoas que se perdem após saírem do trabalho ou que tentam escalar sem o equipamento necessário. A situação exige um apelo urgente por prevenção e responsabilidade entre os praticantes de atividades ao ar livre.

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