- Um estudo avaliou a eficácia do ChatGPT 3.5 em responder perguntas sobre câncer hematológico.
- A pesquisa foi liderada pelo médico-cientista Justin Taylor, do Sylvester Comprehensive Cancer Center da Universidade de Miami.
- Foram feitas dez perguntas, cinco sobre aspectos gerais da doença e cinco sobre terapias específicas, como inibidores de BCL-2.
- As respostas foram analisadas por quatro especialistas em hematologia e oncologia, que as classificaram em uma escala de 1 a 5.
- O estudo, publicado na revista Future Science OA, concluiu que as respostas sobre tratamentos recentes não são confiáveis, destacando a importância da supervisão médica.
Um estudo recente avaliou a eficácia do ChatGPT 3.5 em responder perguntas sobre câncer hematológico, revelando que, embora a inteligência artificial possa auxiliar na compreensão geral da doença, suas respostas sobre tratamentos recentes são não confiáveis. A pesquisa foi conduzida por uma equipe liderada pelo médico-cientista Justin Taylor, do Sylvester Comprehensive Cancer Center da Universidade de Miami.
Os pesquisadores submeteram dez perguntas ao ChatGPT, sendo cinco de caráter geral, como efeitos colaterais da quimioterapia, e cinco sobre terapias específicas, incluindo inibidores de BCL-2, que estão em fase de estudo. As respostas foram avaliadas por quatro especialistas em hematologia e oncologia, que as classificaram em uma escala de 1 a 5. O estudo, publicado na revista Future Science OA, destaca que a versão 3.5 do ChatGPT foi treinada com dados até 2021, o que limita sua capacidade de refletir descobertas e terapias mais recentes.
A supervisão médica é essencial para validar as informações geradas pela IA antes de serem utilizadas pelos pacientes, enfatiza Taylor. Ele observa que, assim como no passado os pacientes buscavam informações no Google, a IA agora se tornará uma ferramenta comum, mas seu uso deve ser feito com cautela. Chatbots não conseguem personalizar recomendações ou discutir nuances de saúde como um especialista faria em uma consulta.
Apesar das limitações, os pesquisadores veem potencial na tecnologia. Chatbots podem ajudar pacientes a se prepararem para consultas, formularem perguntas e localizarem fontes de informação confiáveis. A Universidade de Miami já está investindo em cursos sobre ética em IA na medicina e desenvolvendo sistemas que utilizam inteligência artificial para diagnósticos e previsões de risco em doenças como o mieloma múltiplo.
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