- O Corinthians lançou uma campanha para quitar a dívida da Neo Química Arena, com meta de R$ 700 milhões. Em dez meses, arrecadou R$ 40.942.556,13, representando 5,85% da meta.
- A arrecadação foi prorrogada até dezembro, mas o ritmo de doações diminuiu após um período inicial de arrecadação rápida.
- O clube busca renegociar os juros da dívida, propondo trocar a taxa de Selic + 2% (17% ao ano) pelo IPCA (9%). A proposta será apresentada na próxima semana.
- Especialistas apontam que a crise institucional influenciou no ritmo da campanha. O presidente Augusto Melo foi afastado provisoriamente após denúncias envolvendo o ex-patrocinador Vai de Bet.
- Renê Salviano, CEO da Heatmap, acredita que os números são ótimos, mesmo sem alcançar a meta. Ivan Martinho, professor da ESPM, analisa que os resultados representam alívio da dívida, mas o sucesso depende da expectativa de quitação total. Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, destaca o engajamento da torcida. Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, considera a campanha um fracasso, reforçando a exposição midiática dos clubes sem lastro econômico.
O Corinthians lançou uma campanha de arrecadação para quitar a dívida da Neo Química Arena, com uma meta de R$ 700 milhões. Em dez meses, a campanha arrecadou R$ 40.942.556,13, representando 5,85% da meta. A arrecadação foi prorrogada até dezembro, mas o ritmo de doações diminuiu após um período inicial de arrecadação rápida.
O clube agora busca alternativas para acelerar o pagamento da dívida. Nesta semana, procurou a Caixa para propor a troca do índice de juros. A ideia é substituir Selic + 2% (17% ao ano) pelo IPCA (9%). A proposta será apresentada na próxima semana.
Especialistas analisam a situação
Especialistas apontam que a crise institucional também influenciou no ritmo da campanha. O presidente Augusto Melo foi afastado provisoriamente após denúncias envolvendo o ex-patrocinador Vai de Bet.
Expectativas para o futuro
“Acredito que tenham sido ótimos números, mesmo sem alcançar a meta. Agora é entender como reaquecer a campanha após crises para que o torcedor continue abraçando o projeto”, avalia Renê Salviano, CEO da Heatmap.
“Os resultados em si são expressivos e sem precedentes no futebol brasileiro, representando alívio da dívida, ainda que o sucesso dependa da expectativa de quitação total”, analisa Ivan Martinho, professor da ESPM.
“O valor arrecadado até o momento é expressivo, demonstrando engajamento e comprometimento da torcida”, diz Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports.
Para Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, a limitação da vaquinha era previsível. “Nem 5% dos torcedores estão dispostos a doar. Qualquer campanha que arrecada um de cada R$ 20 esperados é um fracasso, e essa só reforçou a enorme exposição midiática dos clubes, sem lastro com sua relevância econômica.”
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