- O British Museum encerrou, após quinze anos de patrocínio, o acordo com a Japan Tobacco International (JTI; sigla mantida pela organização) e o contrato expirou em setembro.
- A decisão foi anunciada como independente pela diretoria do museu, ocorrendo após debates com o Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC) e o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do Reino Unido.
- Relatório do Tobacco Control Research Group, da Universidade de Bath, associou o patrocínio a uma estratégia de lobby da JTI; o BM afirmou que a decisão de não renovar foi tomada pela diretoria, com influência da pressão governamental.
- O DHSC alertou o DCMS sobre risco de violar a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde; o DCMS recomendou que órgãos públicos não aceitem financiamento da indústria do tabaco, e um porta-voz do DCMS negou que houve intervenção governamental.
- Durante o período de patrocínio, a JTI financiou o JTI Acquisition Fund, que possibilitou a compra de mais de 2.400 objetos e apoiou projetos de acessibilidade; o BM agradeceu o apoio, destacando a importância de fontes de financiamento diversificadas, enquanto a discussão sobre patrocínios éticos segue, com novas diretrizes da UK Museums Association.
O British Museum (BM) encerrou seu contrato de patrocínio com a Japan Tobacco International (JTI) após 15 anos de colaboração. A decisão, considerada independente, foi anunciada após debates com o Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC) e o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do Reino Unido.
O contrato com a JTI, que expirou em setembro, foi associado a um relatório da Tobacco Control Research Group, da Universidade de Bath. O documento destacou que o patrocínio era parte da estratégia de lobby da empresa de tabaco. O BM afirmou que a decisão de não renovar o contrato foi tomada por sua diretoria, apesar de a pressão governamental ter influenciado o processo.
Pressão Governamental e Normas da OMS
O DHSC alertou o DCMS sobre o risco de que o acordo com a JTI violasse a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde, que proíbe a publicidade de produtos de tabaco. O DCMS, por sua vez, compartilhou diretrizes que recomendam que órgãos públicos não aceitem financiamento da indústria do tabaco. Um porta-voz do DCMS negou que a decisão do BM tenha sido resultado de intervenção do governo.
Nicholas Hopkinson, professor da Imperial College London e presidente da Action on Smoking and Health, elogiou o fim do acordo, considerando-o um passo positivo para a integridade das instituições culturais do Reino Unido.
Impacto do Patrocínio
Durante a vigência do contrato, a JTI financiou o JTI Acquisition Fund, que possibilitou a aquisição de mais de 2.400 objetos para o museu e apoiou projetos de acessibilidade, como visitas guiadas para deficientes visuais e programas para a comunidade LGBTQ+. Um porta-voz do BM expressou gratidão pelo apoio da JTI, ressaltando a importância de garantir a estabilidade financeira do museu por meio de múltiplas fontes de financiamento.
A discussão sobre patrocínios éticos em instituições culturais continua, especialmente após novas diretrizes da UK Museums Association, que recomendam a transição de patrocínios de organizações envolvidas em danos ambientais e abusos de direitos humanos.
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