- O sobrevivente Tom Player afirmou que turistas foram orientados por funcionários a seguir a trilha, mesmo com previsão adversa, e destacou a ausência de guardas no parque na noite da tragédia ocorrida em 16 de novembro, quando nove desaparecidos foram registrados.
- Dos nove desaparecidos, quatro foram resgatados, mas Victoria Bond, britânica de 40 anos, e outros quatro turistas não sobreviveram.
- As condições climáticas estavam extremas, com ventos de até 193 km/h, nevasca e baixas temperaturas; o grupo não estava preparado para enfrentar o ambiente de montanha e faltavam equipamentos como picos e cordas.
- O diretor regional da Conaf, Mauricio Ruiz, disse que não havia guardas na noite do incidente devido a obrigações relacionadas à votação nas eleições presidenciais chilenas.
- Críticos questionam a gestão de segurança do parque; Player tentou resgatar amigos e afirmou que muitos ainda estavam na trilha, contrariando a versão de que os turistas estariam perdidos.
Um sobrevivente da tempestade de neve que resultou na morte da britânica Victoria Bond e de mais quatro pessoas no Parque Nacional Torres del Paine, no Chile, fez declarações alarmantes sobre a orientação recebida por turistas. Tom Player, que estava no grupo, revelou que, apesar das condições climáticas adversas, os funcionários do parque afirmaram que era “normal” prosseguir com a trilha. O incidente ocorreu em 16 de novembro, quando nove pessoas desapareceram devido a ventos de até 193 km/h e intensa nevasca.
Player, que estava acompanhado de amigos, destacou a ausência de guardas no parque e criticou a falta de preparação e planejamento de emergência. “Mostramos a previsão do tempo aos funcionários e eles disseram que estava tudo bem. Isso é inaceitável”, afirmou. Dos nove desaparecidos, quatro foram resgatados, mas Bond, de 40 anos, e outros quatro turistas não conseguiram sobreviver.
Condições Extremas
As condições climáticas rapidamente se deterioraram, com ventos fortes e temperaturas extremamente baixas. Player descreveu a situação como “absolutamente brutal”, com os turistas enfrentando chuvas, neve e ventos que os derrubavam. Ele afirmou que não estavam preparados para enfrentar um ambiente de montanha, onde equipamentos adequados, como picos e cordas, seriam essenciais.
O diretor regional da Conaf, Mauricio Ruiz, explicou que não havia guardas na noite da tragédia devido a obrigações em relação à votação nas eleições presidenciais chilenas. Os críticos do parque levantaram questões sobre a segurança e a responsabilidade dos funcionários em permitir a continuidade das trilhas em condições tão perigosas.
Player, que tentou resgatar seus amigos, encontrou outras pessoas em situações críticas e ajudou como pôde. Ele expressou sua frustração com a narrativa de que os turistas estavam perdidos, enfatizando que muitos deles estavam na trilha. A tragédia deixou uma marca profunda não apenas nas famílias das vítimas, mas também na comunidade de turismo local, que agora questiona a gestão de segurança nas trilhas do parque.
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