- O ex-presidente Julio Casares renunciou ao cargo nesta quarta-feira, 21, após impeachment aprovado pelo Conselho Deliberativo do São Paulo.
- O impeachment foi aprovado por 188 votos a favor em 223 membros e, com a renúncia, Casares mantém os direitos políticos dentro do clube.
- Harry Massis Júnior, que já atuava de forma interina desde a aprovação do impeachment, deve permanecer no comando até o final do ano, quando ocorrem novas eleições.
- As eleições para o próximo triênio, 2027 a 2029, já estavam previstas para essa data; Casares não poderia concorrer por estar no segundo mandato.
- A votação ocorreu acompanhado de protestos de torcedores no entorno do Morumbi; há acusações ligadas a um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes envolvendo integrantes da diretoria.
Após uma série de denúncias e aprovação de impeachment pelo Conselho Deliberativo, Julio Casares renunciou à presidência do São Paulo nesta quarta-feira, 21. O pedido de impeachment foi aprovado no dia 16, de modo que a saída ocorre em meio a repercussões políticas e institucionais no clube. O Morumbi ficou marcado por protestos de torcedores durante a votação.
Quem assume temporariamente o comando é Harry Massis Júnior, com 80 anos. Ele vinha atuando de forma interina desde a aprovação do impeachment e deve permanecer até o final do ano, quando devem ocorrer novas eleições. As eleições para o triênio 2027-2029 já estavam previstas para essa data.
Casares encerra o mandato sem perder direitos políticos dentro do clube, conforme decisão associada ao processo. O estatuto não permite a reeleição para o atual mandato, o que também influencia o calendário eleitoral.
Conheça Harry Massis Júnior, integrante do grupo Vanguarda. Ele foi vice-presidente ao lado de Casares para o ciclo 2021-2023 e foi reeleito para o mandato seguinte, até 2026. Massis é conselheiro vitalício desde 1964 e figura entre os sócios mais antigos do clube.
A votação do impeachment ocorreu cercada de protestos de torcedores no entorno do Morumbi. Faixas com pedidos de saída de Casares foram vistas na Avenida Giovanni Gronchi, com cânticos de oposição durante o dia, mesmo sob chuva.
A acusação central envolve um suposto esquema de venda irregular de camarotes no Morumbi em dias de show. Envolvidos apontaram supostos ganhos financeiros com a prática, incluindo membros da diretoria de base e da área administrativa.
Segundo os relatos, o camarote 3A, chamado internamente de “sala presidência”, teria sido repassado a uma intermediária para exploração durante show de Shakira em fevereiro. Ingressos teriam sido vendidos por até R$ 2,1 mil, gerando faturamento estimado de R$ 132 mil apenas naquela apresentação.
A situação ganhou alcance judicial após Adriana Prado entrar com ação contra uma organizadora de eventos. Vozes do grupo teriam pressionado para encerrar o processo, sob risco de afetar a imagem dos envolvidos. Documentos e áudios apontaram tentativas de retirada de ações.
Caso segue sob apuração interna do clube e repercute no ambiente político do São Paulo. As informações e desdobramentos permanecem em análise pela diretoria e pelo Conselho Deliberativo, sem conclusão anunciada até o momento.
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