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Justiça torna ré torcedora do Avaí flagrada por ofensas racistas e xenófobas

Justiça de Santa Catarina processa torcedora do Avaí por racismo e xenofobia em jogo contra Remo na Ressacada; indenização mínima de 30 mil reais ao FRBL

Em um vídeo é possível ver a torcedora do time catarinense gritando ofensas racistas. Foto: Redes Sociais/Reprodução
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  • A Justiça de Santa Catarina tornou ré uma torcedora do Avaí por racismo e xenofobia, após ela ter sido flagrada proferindo ofensas contra torcedores do Remo.
  • O caso aconteceu durante uma partida do Campeonato Brasileiro no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, no ano passado.
  • Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram a torcedora dizendo: “Olha tua cor. Olha, pobre aqui não fica” e “Vieram montados de jegue de lá pra cá?”.
  • Segundo a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, as expressões discriminatórias atingiram o setor da torcida visitante.
  • A Justiça também pediu a indenização mínima de 30 mil reais por dano moral coletivo, a ser destinada ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados.

Na Justiça de Santa Catarina, uma torcedora do Avaí foi considerada ré pelo crime de racismo e xenofobia. A decisão envolve atuação durante uma partida contra o Remo pelo Campeonato Brasileiro, no ano passado. O fato ocorreu no Estádio da Ressacada, em Florianópolis.

Segundo a 40ª Promotoria de Justiça da Capital, a torcedora dirigiu-se ao setor da torcida visitante com expressões discriminatórias relacionadas à cor de pele. As ações teriam excedido a disputa esportiva, configurando discurso de ódio.

O Promotor de Justiça Jádel da Silva Júnior destacou que as condutas violam princípios constitucionais. A ação tramita com a solicitação de indenização mínima de 30 mil reais por dano moral coletivo, a ser destinada ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL).

Detalhes da ação

  • O que aconteceu: conduta discriminatória durante partida do Brasileirão.
  • Quem envolve: torcedora do Avaí; torcedores do Remo; Ministério Público de Santa Catarina.
  • Quando: no ano passado.
  • Onde: Estádio da Ressacada, Florianópolis.
  • Por quê: caracteriza racismo e xenofobia, não apenas rivalidade esportiva.

Medidas propostas pela Justiça

  • Indenização mínima de 30 mil reais por dano moral coletivo ao FRBL.
  • Intensificação da responsabilização de condutas discriminatórias em eventos esportivos.
  • Continuidade do processo conforme rito legal, sem intervenção de opiniões.

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