- A diretora jurídica da Conmebol, Montserrat Jiménez, afirmou que multas não são eficazes para combater o racismo nos estádios, pois o custo recai sobre o clube, e não sobre o infrator.
- Ela sugeriu que os valores arrecadados com multas sejam destinados a um fundo educativo contra o racismo e que a única forma de erradicar a violência é pela educação.
- Entre 2023 e 2025 foram registrados 18 casos anuais de racismo, com punições variando de US$ 1,28 milhão a US$ 1,58 milhão.
- No período de 2018 a 2025, racismo ocorreu em 75 de 4.451 partidas, o que representa 1,68% do total; a imprensa e os comentários sobre os casos são desproporcionais em relação à proporção real.
- A Conmebol mantém a meta de não haver nenhum jogo com episódios de discriminação, destacando que a postura tem mudado e atletas têm se sentido mais à vontade para denunciar.
A diretora jurídica da Conmebol, Montserrat Jiménez, afirmou que multas financeiras não costumam afastar o racismo nos estádios. A declaração ocorreu nesta terça-feira, durante o segundo dia de seminário da confederação em Luque, no Paraguai. Segundo a dirigente, a cobrança recai sobre o clube, não sobre o torcedor infrator, o que reduz o efeito dissuasor.
Jiménez defende que a erradicação da violência e da discriminação passa pela educação. Ela ainda sugeriu que o valor arrecadado com multas seja utilizado em um fundo educativo voltado ao combate ao racismo. A ideia é transformar penalidades financeiras em aprendizado e prevenção.
Números da discriminação
Dados da Conmebol apontam 18 casos anuais de racismo entre 2023 e 2025. As punições variaram entre US$ 1,28 milhão e US$ 1,58 milhão por ano. Em 2018-2025, incidentes ocorreram em 75 das 4.451 partidas, o que representa 1,68% do total.
Jiménez afirmou que, apesar da taxa, a meta da entidade é reduzir para zero o número de jogos com episódios de discriminação. Ela ressaltou que, no período analisado, houve mudança de postura entre atletas, com maior disposição para formalizar denúncias.
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