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Cientistas brasileiros entram na lista dos mais influentes da Time

Time inclui dois cientistas brasileiros entre os cem mais influentes de 2026: Mariangela Hungria, Embrapa, por nitrogênio no ar; Luciano Moreira, Fiocruz, com Wolbachia contra dengue

Biólogo Luciano Moreira e a microbiologista Mariangela Hungria
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  • A Time 100 de 2026 incluiu o ator Wagner Moura e dois cientistas brasileiros: Mariangela Hungria e Luciano Moreira.
  • Mariangela Hungria, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desde 1982, desenvolveu microrganismos para a soja captar nitrogênio diretamente do ar.
  • A tecnologia reduz o uso de fertilizantes químicos, gera economia bilionária e diminui as emissões de carbono; em 2025 ela recebeu o World Food Prize (Prêmio Mundial de Alimentação).
  • Luciano Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lidera projeto que usa mosquitos Aedes aegypti infectados com Wolbachia para bloquear a transmissão da dengue.
  • O método é autossustentável e resultou na maior biofábrica do mundo voltada a essa tecnologia, com implementação no Brasil iniciada em 2012 e expansão ao longo dos anos.

A Time divulgou a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026. Entre os nomes brasileiros, aparecem o ator Wagner Moura, e dois cientistas que figuraram pela conquista de avanços relevantes no Brasil. A divulgação ocorreu nesta semana, sem detalhar critérios adicionais, apenas a relação anual.

Destaques entre os brasileiros

Mariangela Hungria, microbiologista da Embrapa desde 1982, integra a lista por desenvolver microrganismos que permitem à soja captar nitrogênio do ar. A tecnologia reduz o uso de fertilizantes químicos, gerando economia na produção nacional e mitigando emissões de carbono. Em 2025, Hungria recebeu o World Food Prize, considerado o Nobel da Agricultura.

Luciano Moreira, biólogo da Fiocruz, lidera projeto voltado ao combate da dengue. A estratégia envolve mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, capaz de bloquear a transmissão do vírus. O método é autossustentável e resultou na criação da maior biofábrica do mundo dedicada a essa tecnologia. Moreira coordenou a implementação no Brasil desde 2012 e acompanhou sua expansão.

O reconhecimento busca destacar pesquisas que impactam a saúde pública e a agropecuária. Segundo a Time, a lista reúne pessoas que influenciam políticas, ciência, cultura e comunidades. A publicação não detalha as motivações de cada indicação, apenas apresenta as contribuições amplamente reconhecidas.

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