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Querosene de aviação pode subir até 20% em maio e acumula 90% em 2026

Querosene de aviação pode subir 20% em maio, elevando custos das aéreas e tarifas; alta acumulada em 2026 chega perto de 90%, com cancelamentos de voos

Foto: Divulgação/Gol Linhas Aéreas
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  • O preço do querosene de aviação deve subir cerca de 20% a partir de 1º de maio, levando a alta de 2026 a quase 90% e o litro a aproximar-se de R$ 10.
  • A Petrobras costuma reajustar no início de cada mês; em abril o aumento chegou a 55%, mas o repasse imediato ficou em 18% com possibilidade de parcelamento da diferença.
  • O combustível representa até 45% dos custos das companhias aéreas, e o aumento, aliado ao parcelamento de 108% do CDI, aumenta a pressão financeira sobre o setor.
  • Voos cancelados já superam duas mil previsões para maio, com as rotas menos rentáveis — principalmente Norte, Nordeste e Centro-Oeste — sendo as mais impactadas; as passagens subiram 17,8% entre fevereiro e março, de R$ 617,78 para R$ 707,16.
  • O governo implementou medidas emergenciais, como zeragem de PIS/Cofins sobre o QAV e adiamento de tarifas de navegação; o Conselho Monetário Nacional aprovou uma linha de crédito de R$ 8 bilhões pelo Fnac, e há propostas em análise para cortes no IOF e no imposto sobre leasing de aeronaves.

O preço do querosene de aviação (QAV) deve subir novamente a partir de sexta-feira, 1º de maio, com reajuste próximo de 20%. A alta projeta manter a trajetória de 2026, levando o combustível a quase R$ 10 por litro.

A elevação acende o alerta para as companhias aéreas, já que o QAV representa até 45% dos custos do setor. Em 2026, a soma das altas pode chegar a cerca de 90%, segundo estimativas do mercado.

A Petrobras costuma atualizar os preços no início de cada mês. Em abril, o reajuste chegou a 55%, mas o repasse imediato ficou em 18% e houve opção de parcelamento da diferença.

Custos altos e impactos operacionais

As empresas e distribuidoras criticaram o modelo de abril, que incluiu parcelamento e cobrança de 108% do CDI, aumentando a pressão financeira sobre o setor.

O cenário é agravado por tensões no Oriente Médio e pelos impactos no fluxo global de energia, com reflexos sobre o Estreito de Ormuz e o comércio mundial.

Vários voos já sofrem com o ajuste. A ANAC registrou cancelamentos de mais de 2 mil voos previstos para maio, com maior impacto em rotas de menor rentabilidade nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Efeito para o consumidor e ações pública

O preço médio das passagens subiu 17,8% entre fevereiro e março, variando de R$ 617,78 para R$ 707,16. O governo tem adotado medidas para atenuar o peso financeiro.

Entre as medidas, houve zeragem de PIS/Cofins sobre o QAV e adiamento de tarifas de navegação aérea. O CNB aprovou uma linha de crédito de R$ 8 bilhões para o setor, com recursos do Fnac.

Outras propostas estão em análise, como cortes no IOF e no imposto sobre leasing de aeronaves. A associação Aeroportos do Brasil afirma que as medidas são necessárias para manter rotas e tarifas estáveis.

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