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JPMorgan vê América Latina como hedge para IA e mantém aposta em ações no Brasil

J.P. Morgan vê a América Latina como hedge para IA; Brasil permanece como ação preferida, com potencial de valorização diante mudanças fiscais e câmbio robusto

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  • O J.P. Morgan vê a América Latina como proteção à concentração em tecnologia, destacando a região como “porto seguro” em meio a notícias de IA, com visão de tese barbell (tecnologia de um lado e commodities da região do outro).
  • O Brasil continua sendo o país preferido na América Latina, com recomendação overweight para ações locais, apontando potencial de valorização se a política fiscal permitir Selic de dígito de forma sustentável.
  • Os estrategistas ressaltam que as revisões de lucros permanecem fortes e que as moedas da região se valorizaram na maior parte do período analisado.
  • O real é visto como amortecedor, beneficiado pela exportação de petróleo e pelo carry elevado, com possibilidade de aceleração dos cortes de juros se as expectativas de inflação se entenderem estáveis.
  • No cenário local, há menor posicionamento em ações do setor financeiro e maior exposição a utilidades públicas, enquanto Petrobras mantém interesse; proxies de renda fixa reduziram posição devido aos juros altos e à desaceleração econômica.

O J.P. Morgan divulgou uma visão de que a América Latina pode funcionar como proteção à concentração em tecnologia, impulsionada pelo rali de IA. A instituição destacou a região como um “porto seguro” dentro dos mercados emergentes, citando fatores como situação geopolítica, petróleo e potenciais mudanças estruturais com as eleições.

No webinar desta semana, os estrategistas Emy Shayo, Adrian Huerta e Diego Celedon afirmaram que as revisões de lucros permanecem fortes e que as moedas da região se valorizaram. Eles sugeriram uma estratégia de barbell, com tecnologia de um lado e exposição à commodity da região do outro.

Brasil segue como destaque

O banco mantém o Brasil como país preferido na região, com recomendação overweight para ações locais. Há potencial de valorização se houver mudanças fiscais que levem a Selic a dígito baixo de forma sustentável, dependente de ações da próxima administração.

Cenário macroeconômico e juros

Os estrategistas destacam que, historicamente, o desempenho brasileiro piora nos seis meses que antecedem eleições. Ressaltam, porém, que este é o primeiro ciclo de afrouxamento monetário durante esse período, o que pode reduzir a volatilidade eleitoral.

O real é visto como amortecedor, beneficiado pela pauta de petróleo e pelo carry elevado. Mesmo com cortes de juros desacelerados pela guerra no Oriente Médio, não há grande risco de interrupção do ciclo, segundo a equipe, devido à alta taxa de juros real brasileira.

Posicionamento de investidores

Em relação ao portfólio local, observa-se pouca posição em ações do setor financeiro e maior concentração em utilities, com participação superior a 30%. Petrobras permanece no radar, enquanto empresas com perfil de títulos de renda fixa reduziram exposição devido a juros altos e à desaceleração do PIB e do consumo.

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