- 274 escaladores alcançaram o cume do Everest em um único dia, pelo lado sul, estabelecendo o novo recorde, frente ao anterior de 223 em maio de 2019.
- O Degrau de Hillary, a cerca de 8.790 metros, ficou lotado, com filas de montanhistas na chamada Zona da Morte e oxigênio em quantidade limitada.
- Relatos mostram que alguns grupos chegaram a esperar até três horas para avançar pelo trecho devido ao grande fluxo de pessoas.
- Quase 500 alpinistas receberam autorização para tentar chegar ao topo em 2026, enquanto a licença subiu de US$ 11 mil para US$ 15 mil.
- Além dos riscos, o recorde reacende a discussão ambiental: o Acampamento 4 ficou coberto de barracas, cilindros de oxigênio e resíduos; em 2024, limpeza removou 11 toneladas de lixo e recuperou quatro corpos.
O Monte Everest registrou um recorde histórico de escaladores chegando ao cume em um único dia. No lado sul da montanha, 274 alpinistas alcançaram o cume, superando o recorde anterior de 223, em maio de 2019. A alta movimentação ocorreu em meio a condições extremas e foi capturada em imagens das redes sociais.
O avanço ocorreu próximo ao Degrau de Hillary, rocha de cerca de 12 metros a aproximadamente 8.790 metros de altitude. O trecho fica na chamada Zona da Morte, onde o oxigênio é muito baixo e o ambiente representa riscos severos para os escaladores.
Relatos de alpinistas indicam que grupos enfrentaram esperas de até três horas para atravessar o local, devido ao fluxo intenso de pessoas. A associação nepalesa das operadoras de expedições confirma o recorde de chegadas ao cume pelo lado sul neste sábado.
A alta demanda de visitantes vem acompanhada de críticas à política de concessão de permissões do Nepal. Especialistas ouvidos pelo Daily Mail destacam que centenas de pessoas próximas ao cume elevam os riscos, principalmente em áreas com oxigênio pouco disponível.
Quase 500 expedicionários devem tentar a região do topo de Everest em 2026. Desde setembro de 2025, a licença de escalada passou a custar US$ 15 mil, acima dos US$ 11 mil cobrados anteriormente.
Operadores afirmam que os riscos podem ser gerenciados com planejamento rigoroso. Um representante da Furtenbach Adventures ressaltou que equipes bem preparadas e com suprimento adequado de oxigênio ajudam a enfrentar atrasos causados pelas filas.
Além dos riscos, o recorde reacende preocupações ambientais. O Acampamento 4, situado no Colo Sul entre o Everest e o Lhotse, ficou popularmente conhecido por barracas, cilindros de oxigênio vazios e resíduos de expedições.
As operações de limpeza enfrentam condições extremas de altitude, clima e temperatura. Em 2024, uma equipe formada por soldados nepaleses e sherpas recolheu 11 toneladas de lixo e recuperou quatro corpos de alpinistas.
As autoridades locais destacam a necessidade de equilibrar o turismo de alto risco com a preservação ambiental da região. Mantêm-se os debates sobre políticas de regulação e fiscalização de expedições no Everest.
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