- A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, com 48 seleções, e a América Latina ganha relevância como polo de inovação esportiva.
- O México será sede do Mundial masculino de 2026 e o Brasil receberá a Copa do Mundo feminina em 2027.
- Investidores e empresas de tecnologia enxergam o futebol como laboratório para IA, dados e novas experiências digitais, com lançamento de desafio global para startups de esportes.
- A Lenovo, parceira da FIFA, planeja usar IA, dispositivos e infraestrutura de data center para transmissões globais e experiências de fãs, reforçando o papel dos megaprodutos esportivos como plataformas de dados.
- Atualmente, IA já é usada para ampliar cobertura de eventos—como US Open e Masters—e pode aumentar a personalização de conteúdo, desempenho de atletas e engajamento de torcedores, com foco em ecossistema de startups latino-americano.
À medida que a Copa do Mundo de 2026 se aproxima, a relação entre esporte, dados e IA ganha protagonismo. Estados Unidos, México e Canadá devem sediar o maior Mundial da história, com 48 seleções e 104 partidas. Startups e investidores passam a ver o futebol como laboratório de IA e experiência do torcedor.
A América Latina surge como rede de oportunidades. O México receberá partidas do torneio masculino de 2026, enquanto o Brasil organizará a Copa do Mundo Feminina em 2027. Investidores enxergam a região como terreno fértil para soluções que conectem esporte, dados e tecnologia.
A IBM sustenta o movimento ao lançar recentemente um desafio global para startups de tecnologia esportiva, com foco em IA para engajamento de fãs, desempenho de atletas, operações de arenas e experiência de transmissão. O objetivo é atrair inovação para o esporte em transformação.
Kameryn Stan House, vice-presidente de parcerias esportivas da IBM, aponta o tamanho do mercado global do esporte, estimado em US$ 2,3 trilhões. Para a empresa, as startups estão na fronteira da tecnologia aplicada ao rico ecossistema esportivo.
De olho no Brasil
A relação entre esporte e IA é ilustrada por projetos que vão além da infraestrutura digital. Em torneios com múltiplas partidas, como tênis e golfe, ferramentas de IA geram conteúdo automatizado e estendem a cobertura sem elevar custos.
A IBM mantém parcerias de quase 36 anos com Wimbledon e atua com UFC, Masters de Golfe e, no futebol, com avanços em rastreamento e análise de dados. A estratégia atual prioriza IA gerando valor de marca, produto e investimento.
No US Open, por exemplo, a IA gerou relatórios automáticos de jogos, aumentando a produção de conteúdo em torno de 300% em um ano. Em outros eventos, a tecnologia cria comentários gerados por IA para atletas fora do foco principal da transmissão.
Panorama regional e oportunidades
A Copa de 2026 é vista como laboratório global para soluções de tradução automática, atendimento digital, segurança, fluxo de torcedores e engajamento em tempo real. A Lenovo já sinalizou uso de IA e infraestrutura de data center para apoiar transmissões e experiências de fãs.
Para a América Latina, a narrativa se divide em mercado e oferta. Países como México, Brasil, Argentina, Colômbia e Chile apresentam fãs engajados e clubes com comunidades digitais ativas, criando demanda e capilaridade para soluções de IA e dados.
Brasil e entorno recebem atenção especial. Na próxima semana, a IBM participa do WebSummit Rio 2026 para mapear parcerias com startups brasileiras e potenciais investimentos. A ideia é fortalecer o ecossistema local.
Contexto de investimentos
O cenário de venture capital mostra recuperação na América Latina em 2025, com IA liderando a concentração de recursos globais. Startups que combinam IA, dados proprietários e casos de uso claros ganham espaço competitivo.
No futebol, tecnologias de IA já ajudam clubes na identificação de atletas por estilo de jogo e encaixe tático. Um exemplo é uma ferramenta desenvolvida para o Sevilla FC, visando modernizar o rastreio de talentos sem depender de nomes.
O US Open já demonstrou projeções de desempenho com IA, alcançando até 80% de precisão. O próximo passo envolve dados corporais e de movimento para indicar ajustes técnicos e enriquecer a narrativa das transmissões.
A IBM reforça que a colaboração com startups é essencial. A empresa aponta uma taxa de 90% de cooperação com o portfólio, com acordos comerciais, revenda conjunta e provas de conceito em andamento. *A jornalista viajou a Nova York a convite da IBM*
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