- O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira, a suspensão preventiva da vacina contra dengue produzida pelo Instituto Butantan.
- Foram registradas 42 reações adversas severas entre os vacinados, com 3 casos considerados graves; duas mortes estão em investigação sem confirmação de relação com a vacina.
- O Butantan informou que seguirá apoiando o Ministério da Saúde e a Anvisa, com novos estudos e acompanhamento da farmacovigilância dos vacinados.
- A imunização, destinada a profissionais de saúde da atenção primária, ocorreu em Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína (TO), totalizando 500 mil doses aplicadas.
- Dados de eficácia citados pelo Butantan apontam 79,6% de eficácia global e 89% contra dengue grave, com monitoramento contínuo para possível retomada da vacinação.
O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que suspendeu, de forma temporária e preventiva, a vacinação contra dengue produzida pelo Instituto Butantan. A medida ocorreu após terem sido registradas 42 reações adversas, com três casos classificados como graves, entre cerca de 500 mil doses aplicadas.
A aplicação era direcionada a profissionais de saúde da atenção primária em todo o país, com vacinação em massa em Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE), além de atuação na região de Araguaína, no Tocantins. Duas mortes estão sob investigação, sem confirmação de relação com a vacina.
O Butantan afirmou que continuará colaborando com o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo informações e acompanhando a farmacovigilância. O instituto ressaltou que a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra dengue grave em estudo internacional, e que o monitoramento nos três municípios acompanhados não indicou grandes efeitos adversos.
Situação atual da farmacovigilância
O texto do laboratório aponta que o objetivo é reavaliar a estratégia vacinal e assegurar a segurança da população atendida pelo SUS. A Justiça de Botucatu, Nova Lima e Maranguape tem mantido o registro de eventos adversos sob análise, sem confirmação de vínculo com a vacina.
Próximos passos
As autoridades de saúde devem atualizar orientações técnicas conforme novos dados de farmacovigilância forem divulgados. A retomada da vacinação dependerá da avaliação de segurança e de evidências consistentes de benefício para a população.
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