- Mourão afirmou à CNN que mudanças na jornada de trabalho devem ser analisadas apenas após as eleições de outubro, devido à pressão política do momento.
- Ele disse que deputados foram pressionados a aprovar o fim da escala 6×1, influenciados pelo apelo popular e pelo contexto eleitoral.
- A Câmara aprovou a PEC do fim da 6×1 em 27 de maio; no Senado, o presidente da casa, Davi Alcolumbre, não encaminhou o texto ainda.
- O senador também apoiou a PEC alternativa, apresentada pela oposição, que prevê remuneração por horas trabalhadas.
- Mourão ressaltou a importância da liberdade contratual e disse que a tramitação no Senado deve buscar ambiente para negociações entre oposição e governistas, com Alcolumbre atuando com cautela.
Hamilton Mourão defende que mudanças na jornada de trabalho sejam avaliadas apenas após as eleições de outubro, em entrevista à CNN. O senador afirma haver pressão eleitoral para aprovar o texto e pede mais debate.
Para Mourão, os deputados foram sugados pelo turbilhão do momento e pressionados a aprovar o fim da escala 6×1, sobretudo pelo apelo popular. O tema é visto como prioridade para o governo e conta com apoio da cúpula da Câmara.
O texto foi aprovado na Câmara em 27 de maio e chegou ao Senado no dia seguinte, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não encaminhou a matéria. O senador destaca que prazos apertados dificultam tramitação adequada.
PEC alternativa
Mourão também defende a chamada PEC alternativa, apresentada pela oposição, que cria um regime de trabalho com remuneração por horas trabalhadas. O texto tramita no Senado com apoio do próprio Mourão, para contrapor a PEC do fim da 6×1.
Para o senador, a liberdade contratual é fundamental, e a PEC do fim da 6×1 engessa a relação entre patrão e empregado. Ele avalia que Alcolumbre atua com cautela para facilitar negociações entre oposição e governistas.
Que vença quem tiver maior convencimento e maior número de votos, concluiu Mourão, ao comentar o cenário de costura entre os diferentes blocos no Congresso.
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