- O primeiro-ministro enfrenta pressão de MPs do próprio partido para apresentar um calendário de saída; Downing Street diz que sua posição continua inalterada.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Keir Starmer vai renunciar; No. 10 informou que os dois líderes não conversaram neste fim de semana.
- Existem sinais de que o premiê pode divulgar em breve um plano de renúncia, segundo analistas políticos.
- A vitória de Andy Burnham na eleição parcial de Makerfield mostra que ele pode se tornar o próximo líder conservando base de apoio, aumentando a pressão sobre Starmer.
- O Partido Verde nomeou Geraldine Coggins, vereadora de Trafford, como candidata à prefeitura metropolitana de Greater Manchester, com eleição marcada para 30 de julho.
O primeiro-ministro enfrenta pressão interna para anunciar um cronograma de saída. Um ministro do gabinete afirmou que houve uma conversa franca sobre a situação política com Sir Keir Starmer, enquanto o premiê avalia os próximos passos. Downing Street manteve a posição de que o governante continua determinado a lutar pelo cargo.
Ontem, líderes do Partido Trabalhista intensificaram pedidos por um plano claro de demissão. A oposição argumenta que a atual liderança não corresponde às expectativas do partido e do eleitorado, apontando dificuldades de governança. Em meio a este cenário, o premiê não confirmou mudanças imediatas em sua estratégia.
Contexto político e próximos passos
O porta-voz de No 10 reiterou que a posição do premiê permanece inalterada desde sexta-feira, quando prometeu continuar lutando pelo cargo. Petrolistas aliados assinalaram que o estrategista Starmer está avaliando a realidade política e a viabilidade de uma mudança de liderança.
No âmbito internacional, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou em rede social que Starmer deverá renunciar. O feito não foi confirmado por autoridades britânicas, que destacam que não houve conversa entre os dois líderes neste fim de semana. A assessoria afirmou que informações sobre planos são apenas especulações.
Desdobramentos internos
A Câmara tem recebido sinais de que a saída pode ser anunciada em breve. Vários deputados trabalhistas já defendem a renúncia, e ministros seniores mantêm conversas privadas sobre o tema. A discussão envolve também o futuro da liderança e a viabilidade de uma transição sem disputa interna.
Entre os nomes citados, o ex-ministro de Relações Exteriores Yvette Cooper, a ministra de Interior Shabana Mahmood e a secretária de Transportes Heidi Alexander estariam entre os que sugeriram ao premiê que avance com o cronograma, ainda que permaneçam em seus cargos. O debate ocorre em meio a resultados eleitorais recentes que fortalecem a posição de candidatos a substituir o líder.
Cenário eleitoral em Makerfield
A vitória de Andy Burnham na by-election de Makerfield é apresentada como indicativa de mudança de percepção sobre liderança. A derrota de Reform UK e a melhora da votação do Labour alimentam o debate sobre quem pode liderar o partido. Trabalhistas avaliam que Burnham representa um caminho para enfrentar o novo desafio oposicionista.
Green Party e disputa local
Com a vacância em Greater Manchester, o Partido Verde indicou Geraldine Coggins, vereadora de Trafford, como candidata à eleição municipal do dia 30 de julho. Coggins destacou que a eleição colocará a escolha entre trânsito, moradia e proteção ambiental como prioridades.
Dados da votação em Makerfield
Na vitória de Burnham, foram registrados mais de 45 mil votos, com um aproveitamento de 58,8% na região. A participação superou a eleição anterior em 6,3 pontos percentuais. O Labour obteve 55% dos votos, com aumentos de 10 pontos percentuais na comparação com a eleição anterior. Reform UK recebeu 35% dos votos. Restantes gabinetes obtiveram parcelas menores.
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